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China aumenta tarifas e deve reduzir importação de etanol dos EUA no curto prazo

02/04/2018 15h18

PEQUIM, 2 Abr (Reuters) - Os compradores chineses de etanol proveniente dos Estados Unidos terão de cortar importações por causa de tarifas maiores, mas eventualmente precisarão retornar ao mercado externo para cumprir a meta do governo de usar o biocombustível, disseram participantes da indústria e analistas nesta segunda-feira.

A China disse no fim de domingo que cobrará uma tarifa extra de 15% sobre o etanol importado dos EUA, como parte da resposta às tarifas norte-americanas sobre as importações de aço e alumínio. O imposto anterior era de 30%.

As tarifas, efetivas a partir desta segunda-feira, neutralizarão a redução de custos com a importação de etanol mais barato dos EUA, disseram três fontes do mercado.

O etanol, geralmente produzido a partir de milho ou cana-de-açúcar, é muitas vezes misturado à gasolina para reduzir a poluição causada por emissões de veículos.

"A diferença de preço desapareceu. Nós vamos suspender as importações por ora", disse o diretor de uma refinaria de petróleo privada, acrescentando que estava considerando se voltar para os fornecedores domésticos de álcool.

Isso é uma boa notícia para os produtores domésticos, que já estão produzindo mais milho em meio a subsídios do governo.

"Temos tanto milho. Nos daremos bem se não importarmos etanol", disse o diretor de uma grande produtora de etanol chinês.

Porém, analistas disseram que a China provavelmente terá que retomar as importações para atingir a meta do governo de 10% de teor de etanol na gasolina de todo o país até 2020.

(Por Hallie Gu e Dominique Patton; Reportagem adicional por Michael Hirtzer)

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