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Produção industrial no Brasil sobe 0,2% em fevereiro, diz IBGE

Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

03/04/2018 09h01

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 3 Abr (Reuters) - A produção industrial brasileira cresceu menos que o esperado e teve o resultado mais fraco para fevereiro em dois anos com perdas na fabricação de bens intermediários e de consumo semiduráveis e não duráveis, indicando um ritmo ainda lento de recuperação do setor.

A indústria do Brasil apresentou em fevereiro aumento de 0,2% da produção na comparação com o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (3).

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,55% na comparação mensal. O resultado de fevereiro é o menor para o mês desde a queda de 1,4% vista em 2016, e ficou longe de recuperar a perda de 2,2% registrada em janeiro. 

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção teve alta de 2,8%, melhor resultado para meses de fevereiro desde 2014, quando houve alta de 4,8%, mas ainda assim abaixo da projeção de analistas de ganho de 4%.

"A leitura da indústria é que o movimento de recuperação é lento e gradual, e de fato os números recentes dão esse ritmo de gradualidade. 2018 começa com menor intensidade e com um ritmo menor", avaliou o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.

No mês, a produção de bens intermediários teve recuo de 0,7%, enquanto a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis caiu 0,6%.

Na outra ponta, os bens de consumo duráveis registraram ganhos de 1,7%, e a fabricação de bens de capital, uma medida de investimento, teve pequena alta de 0,1%.

Entre os ramos pesquisados, 14 dos 26 apresentaram crescimento, sendo a principal influência positiva o ganho de 4,4% de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Enquanto isso, as indústrias extrativas tiveram queda de 5,2% na produção.

Apesar dos resultados fracos no início do ano, o cenário no país é de inflação ainda fraca e juros em queda, o que tende a favorecer o consumo e, consequentemente, a indústria brasileira. O desemprego ainda elevado, entretanto, é o que freia um ritmo mais forte para a recuperação econômica.

"O mercado de trabalho melhorou, mas ainda tem 13 milhões de desempregados. A inflação é menor agora e os juros também, mas o mercado de trabalho ainda precisa reagir mais. A reação da indústria é lenta, gradual e de força menor", completou Macedo.

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