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Ibovespa recua 2% com mercado defensivo ante julgamento de habeas corpus de Lula e exterior negativo

04/04/2018 11h24

SÃO PAULO (Reuters) - O tom negativo prevalecia na bolsa brasileira nesta quarta-feira, refletindo a cautela ante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e do viés desfavorável externo diante de novos desdobramentos do embate comercial entre Estados Unidos e China.

Às 11:21, o Ibovespa caía 2 por cento, a 82.926 pontos. O volume financeiro era de 2 bilhões de reais.

O plenário do STF começa a analisar no começo da tarde pedido de habeas corpus da defesa de Lula, que busca impedir que ele seja preso antes de esgotados recursos em todas as instâncias do Judiciário contra a condenação a 12 anos e 1 mês de prisão imposta pelo TRF-4 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).

A preocupação do mercado sobre o resultado, principalmente no caso de uma decisão favorável a Lula, está atrelada a um potencial imbróglio jurídico que poderia envolver a eleição presidencial no caso de candidatura do petista, adicionando volatilidade e incerteza aos mercados financeiros locais.

O panorama externo reforçava o tom defensivo no pregão brasileiro, após a China responder rapidamente aos planos da administração Trump de adotar tarifas sobre 50 bilhões de dólares em bens chineses, retaliando com taxas similares uma lista de produtos importados dos Estados Unidos como soja, aviões, carros, carne e produtos químicos.

Em Wall Street, o S&P 500 caía 0,84 por cento.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,98 por cento, pressionado pelo viés negativo no mercado como um todo dado o ambiente de maior incertezas. BRADESCO PN recuava 2,53 por cento, BANCO DO BRASIL ON perdia 2,17 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT caía 2,36 por cento.

- VALE ON tinha queda de 2,50 por cento, na esteira do recuo dos preços do minério de ferro na China com preocupações acerca do aumento dos estoques e o enfraquecimento da demanda compensando os efeitos da notícia de uma grande paralisação de produção no Brasil.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuavam 2,22 e 1,97 por cento, respectivamente, tendo ainda como pano de fundo o declínio dos preços do petróleo no exterior.

- KROTON ON perdia 6,51 por cento, a 12,36 reais, na mínima em cerca de um ano, e pesando também no Ibovespa.

- EDP ENERGIAS DO BRASIL ON subia 0,68 por cento, entre as poucas altas do Ibovespa, tendo no radar leilão de energia A-4, que tem como objetivo contratar novos projetos de geração para início das operações a partir de janeiro de 2022.

(Por Paula Arend Laier)

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