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Maia e Eunício pedem serenidade e tranquilidade no dia da análise de recurso de Lula pelo STF

04/04/2018 14h51

BRASÍLIA (Reuters) - Os presidentes das duas Casas do Congresso defenderam postura de "tranquilidade" e "serenidade" nesta quarta-feira, dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julga habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quarta-feira que o Supremo tenha tranquilidade para analisar o tema e que o assunto seja encerrado.

Ao reafirmar a harmonia e a independência entre os Poderes, Maia disse esperar "um ambiente de tranquilidade amanhã" e que as instituições continuem funcionando.

"A expectativa é que o Supremo tenha toda a tranquilidade e independência para tomar a sua decisão, acho que isso é que é importante", disse o presidente da Câmara.

"Acho que o importante é resolver, encerrar esse assunto com toda a liberdade que o Supremo tem de tomar a sua decisão."

Pelo Twitter, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), afirmou que é necessário transmitir "serenidade" à população e garantir o respeito à Constituição.

"Nos momentos de tensão social e política, a missão dos líderes que têm responsabilidade institucional é transmitir serenidade à população. É garantir que a Constituição, as leis e a democracia serão respeitadas. Esse é o melhor caminho para o Brasil, sem atalhos", afirmou o senador.

Os comentários dos parlamentares ocorrem depois de o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ter afirmando na véspera que o Exército compartilha "com os cidadãos de bem" o "repúdio à impunidade", o que foi visto por alguns como uma forma de pressionar o STF.

O Supremo iniciou nesta quarta-feira sob grande pressão o julgamento de habeas corpus impetrado pela defesa ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode evitar a eventual prisão do petista por ora.

Há duas semanas, o Supremo concedeu uma liminar a Lula para que ele permaneça em liberdade até pelo menos o julgamento do habeas corpus.

Na semana passada, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) rejeitou os embargos de declaração da defesa do ex-presidente, que questionavam pontos da condenação a 12 anos e 1 mês de prisão imposta em janeiro a Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Quando o TRF-4 encerrar a aceitação de recursos, pelo entendimento atual do Supremo, Lula poderá ser preso para começar a cumprir sua pena. Mas se o STF conceder o habeas corpus, o ex-presidente poderá permanecer em liberdade até o fim de todos os recursos nas instâncias superiores.

Lula nega ser dono do tríplex assim como quaisquer outras irregularidades. Ele afirma ser alvo de uma perseguição política promovida por setores do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal com o objetivo de impedi-lo de ser candidato.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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