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Recuperação de serviços no Brasil perde força em março apesar de demanda favorável, mostra PMI

04/04/2018 10h07

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Dificuldades financeiras, inadimplência e desemprego alto reduziram a força da recuperação do setor de serviços do Brasil em março, apesar do aumento no volume de novos negócios, de acordo com a pesquisa Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta-feira.

O IHS Markit informou que o PMI de serviços do Brasil caiu a 50,4 em março contra 52,7 em fevereiro, mantendo-se pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração graças a campanhas de publicidade bem sucedidas e um "clima de demanda mais forte".

"Não é tudo tristeza e melancolia para o setor de serviços, entretanto, já que sinais de uma demanda resiliente e expectativas positivas de negócios pintam um cenário melhor para os próximos meses", afirmou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

O crescimento no volume de novos trabalhos no setor chegou em março ao nível mais alto desde janeiro de 2013, segundo as empresas devido a bases mais amplas de clientes e um clima econômico relativamente melhor.

O nível de otimismo entre as empresas chegou a um recorde de alta de seis meses, prevendo crescimento em sintonia com a oferta de novos serviços, redução eventual de custos e situação econômica positiva.

Ainda assim, o IHS Markit destacou que os fornecedores de serviços voltaram a cortar empregos em março diante de tentativas de contenção de custos, com algumas empresas indicando que não preencheram vagas deixadas por demissões voluntárias.

Em relação aos preços, a inflação de insumos enfraqueceu em março, com os custos mais baratos de empréstimo compensando parcialmente o aumento de combustíveis e serviços de infraestutura.

Com os custos operacionais mais altos, as empresas elevaram os preços de venda pela terceira vez em três meses, ainda que pela taxa mais fraca nesse período.

A fraqueza no setor de serviços pressionou o setor privado no país e o PMI Composto foi a 51,5 em março de 53,1 em fevereiro, apesar do avanço na indústria.

"Embora os números de março tragam alguma preocupação sobre uma potencial desaceleração, para o primeiro trimestre como um todo a notícia é mais encorajadora", completou Pollyanna, calculando que o crescimento do PIB nos três primeiros meses do ano acelerou em relação ao final de 2017.

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