ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Ex-chair do Fed, Yellen participa de evento pago com elite de Wall Street

05/04/2018 09h52

Por Jonathan Spicer e Ann Saphir

NOVA YORK/SAN FRANCISCO (Reuters) - Janet Yellen visitou Wall Street para uma aparição paga dois meses depois de deixar o cargo de chair do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, discutindo a economia e a taxa de juros em um evento patrocinado pelo banco de investimentos Jefferies.

Em uma breve entrevista por telefone, Yellen, que comandou o Fed nos últimos quatro anos até o início de fevereiro, disse que não revelou nenhuma informação confidencial no encontro de segunda-feira, apresentado pelo presidente-executivo do Jefferies, Richard Handler.

Uma fonte familiarizada com o evento disse à Reuters que foi seu primeiro compromisso do tipo desde que deixou o Fed.

"Falei sobre a economia e as perspectivas gerais da política monetária", disse Yellen na noite de quarta-feira. Ela disse que foi paga, mas se recusou a dizer quanto e não forneceu detalhes.

O evento incluiu uma sessão de perguntas e respostas com mais de 100 clientes do Jefferies onde, de acordo com a fonte, ela permaneceu próxima da mensagem de altas graduais dos juros que seu sucessor, Jerome Powell, também adotou desde que assumiu o cargo.

Mais tarde, durante um jantar na casa de Handler, Yellen disse aos executivos de fundos de hedge, empresas de private equity e outras empresas que ela considerava a inflação sob controle e improvável que aumentasse, de modo que os juros permaneceriam relativamente baixos, segundo pessoa familiarizada como o assunto.

Realizar encontros pagos depois de anos no serviço público é uma prática comum para autoridades monetárias e reguladores, destacando a demanda entre os investidores por qualquer visão exclusiva que eles possam oferecer.

No caso dos ex-chairs do Fed, que podem ganhar um salário anual em uma noite e não têm restrições em expressar seus pontos de vista, desde que não abordem assuntos confidenciais, essas percepções poderiam movimentar os mercados.

(Por Jonathan Spicer e Ann Saphir)

Mais Economia