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Apesar de temores comerciais, Fed vê pouca mudança nos riscos

Por Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, está preocupado com as tensões comerciais com a China, mas detalhes divulgados recentemente sugerem que estas preocupações não se traduziram em receios sobre o estado da economia em geral.

Por um lado, uma "forte maioria" de integrantes do Fed viu uma guerra comercial potencialmente iminente como um "risco negativo" para a economia dos EUA, de acordo com a ata do encontro do Fed de março, divulgada nesta quarta-feira.

Mas uma outra seção da mesma ata mostrou que essencialmente não há mudança no número de membros votantes do Fed alertando sobre riscos elevados para o crescimento econômico.

Catorze dos 15 membros do Fed consideraram em março a incerteza sobre crescimento como sendo "largamente parecida" com aquela vista em tempos normais, sem mudança em relação à sua avaliação de dezembro.

Somente um membro votante do Fed viu níveis de incerteza mais altos que o normal, ante dois em dezembro, quando o Fed tinha 16 membros votantes.

A seção da ata sobre riscos e incertezas mostra que somente um integrante do Fed avalia como mais provável que crescimento econômico futuro será menor que as projeções atuais, em vez de maior que o estimado.

"Acho que eles realmente não veem comércio -- e todos estes fatores combinados -- como um risco tão grande", disse Michael Feroli, um economista do JPMorgan e ex-funcionário do Fed.

Tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China cresceram nas semanas anteriores ao encontro do Fed de março, e avançaram de forma mais aguda desde então.

Os detalhes divulgados nesta quarta-feira mostraram que mais membro votantes do Fed acreditam que inflação pode muito bem ficar mais alta do que eles esperam. Em dezembro, dois membros pensavam que era mais provável que a inflação ficasse menor que o esperado e dois pensaram que o mais provável seria ficar mais alta que o estimado.

Mas em março, três membros votantes consideraram que a inflação deve superar estimativas, enquanto nenhum viu como provável que ela fique abaixo do esperado.

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