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Sessão de comissão sobre projeto de privatização da Eletrobras na Câmara é suspensa

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da comissão especial da Câmara que analisa o projeto de lei de desestatização da Eletrobras, Hugo Motta (PRB-PB), suspendeu os trabalhos do grupo nesta quarta-feira, mas disse que pretende retomar a sessão ainda nesta noite, após a ordem do dia do plenário, para votar pelo menos dois requerimentos no colegiado.

A pausa nos trabalhos veio após seguidos cancelamentos e atrasos anteriores em reuniões da comissão, e Motta disse que pode pedir à presidência da Câmara que a proposta seja apreciada diretamente em plenário se não houver acordo com a oposição para aprovar os primeiros requerimentos de audiências públicas.

"Não vou ficar aqui três, quatro meses discutindo atas", disse Motta, criticando os recursos de obstrução usados pela oposição.

O relator do projeto, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), sugeriu que se aprovem pelo menos dois requerimentos, um para a oposição convidar um especialista contrário à privatização e outro que convidaria uma autoridade favorável à proposta.

Aleluia sugeriu que seja convidado o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., para defender a desestatização. A oposição ainda não apresentou um nome para questionar o processo.

Ao suspender a sessão por conta do início da ordem do dia no plenário da Câmara, Motta disse que quer retomar os trabalhos à noite, após o fim da sessão na casa.

Ele pediu que a oposição defina, até lá, quem será o convidado contrário à privatização a ser convidado para debater o assunto.

O avanço lento dos trabalhos da comissão tem chamado a atenção de analistas políticos, que veem uma falta de organização da base do governo para levar as discussões adiante em meio aos protestos e tentativas de obstrução de oposicionistas.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta quarta-feira que é preciso "retomar o ritmo" das discussões do projeto para que ele seja aprovado no Congresso ainda no primeiro semestre, o que viabilizaria a privatização ainda em 2018, como defende o governo Temer.

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