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Economistas melhoram projeção para rombo primário em 2018 e 2019, aponta relatório Prisma

Marcela Ayres

12/04/2018 10h24

BRASÍLIA (Reuters) - Economistas melhoraram suas contas para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) tanto neste ano quanto no ano que vem, segundo relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda, prevendo em ambos os casos aumento das receitas arrecadadas.

Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário deste ano foi a R$ 136,103 bilhões, contra R$ 139,132 bilhões anteriormente.

Com isso, a cifra ganhou ainda mais folga em relação à meta estabelecida pelo governo, que é de um saldo negativo em R$ 159 bilhões.

O governo vem reiterando a viabilidade da meta e, para isso, tem contado com o bom resultado da arrecadação, embalada pelo Refis e pela retomada da economia.

Por outro lado, projetos importantes do ponto de vista fiscal, como o da privatização da Eletrobras e o da reoneração da folha de pagamento das empresas, seguem escanteados no Congresso Nacional, sem perspectiva concreta de votação.

Para o ano que vem, a projeção passou a ser de um déficit primário de R$ 107,304 bilhões, abaixo dos R$ 111,892 bilhões no levantamento anterior e da indicação do governo de um rombo de R$ 139 bilhões, que será, se confirmado, o sexto dado consecutivo no vermelho do país.

O governo fixará formalmente a meta fiscal de 2019 no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a ser divulgado nesta quinta-feira.

Para a dívida bruta, a expectativa dos economistas também ficou ligeiramente mais positiva. A perspectiva agora é de que alcance 74,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, contra patamar de 75% visto no mês passado. Para 2019, o cálculo foi a 76,9% do PIB, ante 76,95% anteriormente.

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