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Assembleia Legislativa de Minas suspende tramitação de impeachment contra Pimentel

02/05/2018 17h23

SÃO PAULO (Reuters) - A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais suspendeu nesta quarta-feira a tramitação do processo de impeachment contra o governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), até que seja decidida uma questão de ordem do líder do governo na Casa, deputado Durval Ângelo (PT), que questionou a aceitação do pedido de abertura do processo de impedimento.

Ângelo questionou a falta de fundamentação da aceitação do pedido de abertura de processo, assim como argumentou a inépcia da denúncia que motivou o pedido, que trata de supostos atrasos de recursos que o Executivo tem de repassar a outros Poderes do Estado.

"A denúncia é inepta. A denúncia foi uma colagem de reportagens, de notícias de jornais, que não foram fundamentadas", disse Ângelo a jornalistas em Belo Horizonte.

"Não vamos pegar aqui uma coletânea de notícias de jornal, com todo respeito à imprensa, ao trabalho sério dos jornalistas e à liberdade de imprensa, mas uma peça tão violenta para encerrar ou querer encerrar o mandato de um governador eleito no primeiro turno pelo voto popular, ela não pode ser uma coletânea de notícias de jornais", afirmou.

A questão de ordem do líder governista será decidida pelo presidente da Assembleia mineira, Adalclever Lopes (MDB).

"Acho que já foi uma vitória, porque já houve a suspensão por decisão do primeiro vice-presidente de forma muita sensata", disse Ângelo. "Espero que a minha questão de ordem que vai ser analisada na semana que vem... seja acatada e se arquive o processo de impeachment contra o governador Fernando Pimentel."

A decisão de aceitar o pedido de abertura de impeachment contra Pimentel, na semana passada, aconteceu em meio a turbulência no relacionamento entre PT e MDB, aliados no Estado, motivada, principalmente, por notícias de que a ex-presidente Dilma Rousseff iria disputar uma vaga ao Senado pelo Estado na eleição de outubro.

Adalclever também pretende ser candidato ao Senado numa eventual coligação com o PT, que deve ter Pimentel como candidato à reeleição ao comando do Estado.

"Sobre a presidente Dilma eu não posso falar nada, porque ela transferiu o título, foi uma decisão do partido. Eu, pessoalmente, gostaria da composição de uma chapa que coubesse tanto ela, como coubesse o presidente Adalclever Lopes", disse o líder de Pimentel na Assembleia.

"O Adalclever Lopes durante mais de três anos foi o nosso fiel parceiro e eu diria mais, ele tem 20 anos que é deputado, e nesses 20 anos nós sempre fomos parceiros aqui. Então eu quero entender que uma chapa PT-MDB caiba Dilma Rousseff e caiba também o presidente Adalclever Lopes. É possível isso", afirmou, acrescentando, no entanto, que uma definição caberá tanto ao PT quanto ao MDB.

(Por Eduardo Simões)

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