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Vendas reais de supermercados no Brasil sobem 2,3% no 1º tri, melhor resultado desde 2013

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de supermercados do Brasil em março subiram 12,12 por cento em termos reais ante igual mês de 2017, acumulando no primeiro trimestre um crescimento de 2,28 por cento, o melhor resultado para o período desde 2013, afirmou nesta segunda-feira a associação que representa o setor, Abras.

"O bom resultado apresentado em março foi decorrente das vendas do período de Páscoa, segunda data mais importante para o setor", afirmou em nota o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Na comparação com fevereiro, o setor supermercadista vendeu 17,2 por cento mais em base deflacionada em março, que contou com três dias a mais que o mês anterior.

Ainda segundo o levantamento, todas as regiões brasileiras apresentaram queda nos preços mensalmente, sendo o Nordeste a que teve maior variação negativa (-1,32 por cento), seguida pelo Sul (-1,29 por cento), Sudeste (-0,93 por cento), Norte (-0,61 por cento) e Centro-Oeste (-0,41 por cento).

A pesquisa da Abras ainda apontou que farinha de mandioca, leite longa vida, ovo e mussarela foram os produtos da cesta de compras dos consumidores com maior elevação de preço em março, enquanto tomate, feijão, batata e cebola registraram as maiores quedas.

Em valores nominais, as vendas de supermercados em março aumentaram 15,1 por cento ano a ano e 17,3 por cento sobre fevereiro. No primeiro trimestre, o crescimento nominal foi de 5,7 por cento.

Apesar do efeito calendário de Páscoa, em 2017 a data caiu na segunda quinzena de abril, o presidente da Abras avalia que o resultado do primeiro trimestre pode ser visto como sinal de recuperação do setor. "Nos mostra que, mesmo lentamente, as pessoas estão voltando a consumir”, disse Sanzovo.

Os dados foram divulgados alguns dias depois que as principais companhias supermercadistas do país, GPA e Carrefour Brasil, divulgaram crescimentos de 7,6 e 6 por cento na receita bruta do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, apesar do contínuo peso da deflação dos alimentos sobre suas operações no país.

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