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Marina propõe reforma tributária descentralizadora, considera "demagogia" baixar impostos

08/05/2018 14h25

NITERÓI (Reuters) - A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta terça-feira que, se eleita, irá propor uma reforma tributária que descentralize os recursos para aumentar a independência de Estados e municípios em relação à União, e afirmou que considera "demagogia" reduzir impostos em um país com tantas necessidades básicas como o Brasil.

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente disse que sua proposta de reforma tributária, além da descentralização, terá como um dos princípios que aqueles que ganham menos não podem pagar mais e visará a simplificação e a transparência.

"A reforma tributária que queremos não irá aumentar impostos, mas também não vai diminuir. Seria uma demagogia um país com a crise que temos, com a necessidade de serviços básicos tão importantes, diminuir impostos, mas há o compromisso sim de que não vamos aumentar", disse Marina a repórteres após discursar em evento da Frente Nacional de Prefeitos com presidenciáveis.

Terceira colocada nas duas últimas eleições presidenciais, Marina apareceu na liderança em empate técnico com o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na pesquisa do Datafolha realizada mês passado. Um pouco atrás estava o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa (PSB), que anunciou nesta terça que não será candidato.

Marina disse respeitar a decisão de Barbosa de não concorrer, e afirmou que vai aguardar a "dinâmica interna" do PSB, partido pelo qual concorreu à Presidência em 2014, agora que Barbosa não irá concorrer.

A candidata da Rede defendeu a mudança para um novo tipo de pensamento no governo como solução para o país sair da "grave crise política e econômica que atravessa, segundo ela, afirmando que não se resolve o problema repetindo como solução aqueles que criaram o problema.

"A visão que criou o problema não tem como resolver o problema, a gente precisa de uma outra visão", disse. "Esse é o meu compromisso. As coisas boas a gente preserva, as coisas erradas a gente corrige e as coisas que ainda não foram feitas a gente começa a fazer."

(Reportagem de Pedro Fonseca)

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