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Lucro ajustado do Banco do Brasil sobe 20,3% no 1º tri, a R$ 3,03 bi

De São Paulo

O Banco do Brasil interrompeu no primeiro trimestre a sequência de melhora do lucro na comparação trimestral, na esteira da fraqueza continuada do crédito e de resultados mais fracos de tesouraria, mas seguiu reduzindo despesas com provisões para inadimplência.

Maior banco do país por ativos, o BB anunciou nesta quinta-feira (10) que seu lucro ajustado somou R$ 3,026 bilhões de janeiro a março. Embora tenha subido 20,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2017, o número representou queda sequencial de 5,1%, após quatro trimestres seguidos de crescimento nessa medição.

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O lucro líquido, base para remuneração aos acionistas, somou R$ 2,749 bilhões no período, alta de 12,5% sobre um ano antes, mas recuo de 11,6% trimestre a trimestre.

Diferente do que planeja para 2018, o crédito manteve a trajetória cadente dos últimos trimestres. No fim de março, a carteira ampliada de empréstimos do BB somava R$ 675,65 bilhões, 1,9% menor em 12 meses e 0,8% mais baixa do que no fim do ano passado.

O movimento foi puxado sobretudo nos segmentos pequenas e médias empresas e no de financiamento automotivo, com tombos de 29,6% e de 28,4%, respectivamente, ambos na comparação ano a ano. A carteira orgânica interna, base da previsão do BB, caiu 1,3%, ante previsão de alta de 1% a 4% em 2018.

Com isso, as receitas do BB com crédito encolheram 22,2% no comparativo anual, para R$ 18,36 bilhões. Além disso, o resultado de tesouraria diminuiu 20,2% ante um ano antes e 6,3% na comparação sequencial, a R$ 2,42 bilhões.

Por outro lado, as receitas com tarifas cresceram 5,4% sobre o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 6,55 bilhões, com impulso de maiores receitas com conta corrente e administração de fundos.

E as despesas administrativas tiveram contração de 0,2% ano contra ano, para R$ 7,76 bilhões. Em 12 meses, a folha de pagamentos do BB diminuiu em cerca de 2.000 colaboradores.

Em outra frente, a despesas com provisão para perdas com calotes mantiveram a tendência de declínio. A despesa líquida, que subtrai do total os valores recuperados, foi de R$ 4,24 bilhões, queda de 26,3% ano a ano.

Esse movimento veio a reboque de nova melhora na qualidade da carteira, com o índice de atrasos superiores a 90 dias recuando a 3,65%, queda de 0,24% ante março de 2017 e de 0,09% ante dezembro. Foi o menor nível em cinco trimestres.

No conjunto, o BB teve no período rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 13,2%, alta de 0,8 ponto percentual ano a ano, mas queda de 1,3 ponto contra o trimestre imediatamente anterior, isso no conceito recorrente.

(Por Aluísio Alves; edição de Raquel Stenzel)

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