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Trump diz que ajudará chinesa ZTE a retomar negócios após sanção

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que irá ajudar a empresa chinesa de tecnologia ZTE Corp a "voltar aos negócios, e rapidamente", após a empresa ser atingida por sanções norte-americanas, em uma concessão a Pequim antes de importantes conversas sobre comércio previstas para esta semana.

A ZTE suspendeu suas principais operações após o Departamento de Comércio dos EUA proibir empresas norte-americanas de vender para a empresa por sete anos como punição à ZTE por ter quebrado um acordo atingido após ela ser pega enviando ilegalmente bens dos EUA para o Irã.

As instruções de Trump para o Departamento de Comércio, publicadas no Twitter, vêm em um momento em que autoridades chinesas e dos EUA se preparam para conversas em Washington com o principal responsável pelo tema pelos chineses, Liu He, em uma busca para acabar com uma crescente disputa comercial entre as duas maiores economias globais.

A proposta de Trump de reverter as punições provavelmente irá aliviar a tensão nas relações entre EUA e China. As duas maiores economias do mundo propuseram dezenas de bilhões de dólares em tarifas nas últimas semanas, levantando preocupações sobre a disparada de uma guerra comercial que poderia prejudicar cadeias globais de fornecimento e planos de investimentos de empresas.

Em conversas comerciais em Pequim mais cedo neste mês, a China havia pedido aos EUA para aliviar as sanções sobre a ZTE, uma das maiores produtoras de equipamentos de telecomunicações do mundo, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

A mudança de postura de Trump pode ter um impacto significativo sobre as ações de fabricantes de componentes óticos norte-americanas, como a Acacia Communications e a Oclaro Inc, que viram suas ações caírem quando empresas dos EUA foram proibidas de exportar bens para a ZTE.

A ZTE pagou mais de 2,3 bilhões de dólares a 211 exportadores nos EUA em 2017, segundo uma informação da ZTE divulgada na sexta-feira.

"Muitos empregos foram perdidos na China. O Departamento de Comércio foi instruído a acabar com isso", escreveu Trump no Twitter, dizendo que trabalha com o presidente chinês Xi Jinping em uma solução.

O Departamento de Comércio dos EUA, a ZTE e a embaixada chinesa não puderam ser contatados de imediato para comentar.

O governo dos EUA lançou uma investigação contra a ZTE após a Reuters publicar em 2012 que a companhia tinha assinado contratos para enviar milhares de dólares em equipamentos e softwares para o Irã.

A ZTE admitiu a culpa no ano passado e entrou em um acordo com o governo dos EUA. A proibição aos negócios com a companhia foi resultado do fracasso da ZTE em cumprir esse acordo, segundo o Departamento de Comércio.

(Por Valerie Volcovici e Karen Freifield; reportagem adicional de David Lawder e Chris Sanders)

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