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FMI pressiona Alemanha a investir mais para reduzir superávit em conta corrente

BERLIM (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) ampliou a pressão nesta segunda-feira sobre o governo da chanceler Angela Merkel para reduzir o persistente superávit em conta corrente da Alemanha aumentando os investimentos públicos.

O FMI e a Comissão Europeia há muito instam a Alemanha a impulsionar a demanda doméstica elevando os salários e o investimento para ajudar a reduzir seu grande superávit comercial. Mas o debate se acirrou desde a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem repetidamente criticando a força exportadora da Alemanha.

O FMI disse que o aumento do crescimento da produtividade e do investimento elevaria o potencial de crescimento a longo prazo da economia alemã e reduziria seu "persistente grande superávit em conta corrente".

"O acordo de coalizão do novo governo contém várias medidas bem recebidas que continuarão a abordar alguns desses desafios", disse a agência em suas recomendações anuais de políticas.

"No entanto, o atual ambiente econômico favorável oferece uma oportunidade para o novo governo adotar ações políticas mais enérgicas", acrescentou.

Os comentários seguiram um discurso do presidente francês Emmanuel Macron na cidade alemã de Aachen, na semana passada, em que ele pediu à Alemanha que se afaste do "fetiche" do conservadorismo fiscal se quiser se tornar uma força líder para a renovação europeia.

O FMI disse que o governo alemão deveria usar o "amplo espaço disponível dentro das regras fiscais" para aumentar ainda mais o investimento público em infraestrutura e educação.

A Alemanha também deveria considerar reformas previdenciárias para prolongar a vida profissional, o que aumentaria a participação da força de trabalho dos trabalhadores mais velhos, mitigaria a necessidade dos trabalhadores de economizar tanto para a aposentadoria e reduziria riscos de pobreza na velhice, disse o Fundo.

Voltando-se para o setor financeiro, o FMI sugeriu que os reguladores alemães devem completar o kit de ferramentas para gerenciar riscos de estabilidade financeira e abordar urgentemente as lacunas de dados.

"A economia alemã está tendo um bom desempenho", disse o FMI, acrescentando que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acelerou em 2017 e que a perspectiva de curto prazo é de crescimento robusto.

"Mas há riscos no horizonte: aumento no protecionismo, incerteza geopolítica ou uma agenda de reformas estagnada na zona do euro podem afetar negativamente as perspectivas de exportação, pesar sobre o investimento e reacender o estresse financeiro", acrescentou.

(Por Michael Nienaber)

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