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Índice tem leve alta com exterior

21/05/2018 11h33

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava leve alta no final da manhã desta segunda-feira, com ajuda do viés positivo no exterior e a recuperação de papéis que sofreram nos últimos pregões, particularmente do setor de consumo, mas com o movimento limitado pela pressão do recuo das ações da Vale.

Às 11:31, o Ibovespa subia 0,21 por cento, a 83.253 pontos. O volume financeiro somava 6,7 bilhões de reais.

A sessão também era marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações.

No exterior, Estados Unidos e China colocaram "em modo espera" uma potencial guerra comercial. As duas maiores economias do mundo concordaram no fim de semana em abandonar suas ameaças de imposição de tarifas enquanto trabalham em um acordo de comércio mais amplo.

Em Nova York, o índice acionário S&P 500 subia 0,87 por cento.

No Brasil, respingava na Bovespa atuação mais contundente do Banco Central no mercado de câmbio. No final da última sexta-feira, a autoridade monetária anunciou maior intervenção e avisou que poderia atuar de forma "discricionária" se necessário após a moeda se aproximar de 3,80 reais na semana passada.

Por volta de 11:30, a moeda norte-americana caía 0,67 por cento, a 3,7151 reais, no mercado à vista.

Na visão do analista de ações da Genial Filipe Villegas, o cenário externo favorável e o alívio com a atuação mais forte do Banco Central no câmbio contribuem para a recuperação de alguns papéis que sofreram bastante da semana passada, particularmente do setor de consumo.

Em termos gráficos, contudo, ele ressalta que a bolsa deve permanecer oscilando entre os patamares dos 82 mil e 87 mil pontos, com a parte de baixa atraindo compradores, enquanto na ponta de cima aparecem ofertas de venda.

DESTAQUES

- VALE caía 1,15 por cento, em sessão negativa para os preços do minério de ferro na China, pesando no Ibovespa dada a relevante fatia que detém do índice. O preços do minério caíram por vendas técnicas e preocupações crescentes de que usinas siderúrgicas chinesas possam atrasar pedidos em meio à incerteza sobre a demanda por metais.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam 1,4 e 0,33 por cento, respectivamente, atenuando as perdas do Ibovespa, em meio a um cenário ainda sem viés claro nos preços do petróleo. A companhia anunciou nesta segunda-feira que deu início a uma oferta de recompra de títulos globais até o limite de 4 bilhões de dólares, com expiração prevista para 18 de junho, de acordo com comunicado ao mercado.

- ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,4 por cento, também tirando fôlego do índice. Analistas do UBS cortaram a recomendação para bancos brasileiros de 'overweight' para 'neutra', em um contexto de mercados emergentes/América Latina, citando aumento de incertezas externas e desapontamentos recente com o crescimento entre os fatores. BRADESCO PN tinha perda de 0,69 por cento.

- MAGAZINE LUIZA avançava 5,29 por cento, recuperando-se de queda de mais de 6 por cento nos últimos dois pregões. B2W também tinha uma sessão de recuperação e avançava 2,9 por cento, depois de cair quase 7 por cento nos dois pregões anteriores.

- CEMIG PN subia 2,87 por cento, entre as maiores altas do índice. O UBS elevou a recomendação das ações da elétrica mineira para 'compra', citando uma revisão tarifária potencialmente mais forte do que a esperada que não estaria no preço dos papéis.

- GOL PN valorizava-se 3,45 por cento, depois de recuar quase 10 por cento na semana passada, ajudada nesta sessão pela trégua na valorização do dólar ante o real.

- CCR perdia 2,72 por cento, tendo no radar reportagem do jornal Folha de S.Paulo no fim de semana envolvendo a empresa em esquema de financiamento ilegal para campanha de 2010 de Geraldo Alckmin (PSDB). A CCR também informou que ajuizou uma ação contra a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para revisão do contrato de concessão da BR-163/MS, administrada pela CCR MSVia.

- CESP PNB, que não está no Ibovespa, subia 3,9 por cento, após a estatal paulista de energia conseguir derrubar liminar que suspendia renovação da concessão de sua hidrelétrica Porto Primavera, considerada crucial para atrair investidores para a privatização da empresa.

(Por Paula Arend Laier)