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Brasil cresce 0,4% no 1º tri, dentro do esperado, mas greve ameaça atividade à frente

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira acelerou ligeiramente no primeiro trimestre deste ano, marcando o quinto período seguido no azul e favorecida pela agropecuária, mas o movimento pode ter sido interrompido pela greve dos caminhoneiros, que afetou o abastecimento no país todo nos últimos dias.

Entre janeiro e março passados, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,4 por cento sobre os três meses anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Sobre o primeiro trimestre de 2017, o avanço foi de 1,2 por cento.[nL2N1T10II]

Pesquisa da Reuters com analistas mostrou que, pela mediana, as expectativas eram de expansão de 0,4 por cento do PIB no trimestre passado em relação aos três meses anteriores e de 1,3 por cento sobre um ano antes.

Segundo o IBGE, o destaque positivo no trimestre passado ficou para a Agropecuária, com expansão de 1,4 por cento sobre o quarto trimestre de 2017, com os setores da Indústria e de Serviços crescendo 0,1 por cento cada no mesmo período.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimentos, cresceu 0,6 por cento, enquanto que o Consumo das famílias teve expansão de 0,5 por cento. Somente o Consumo do governo mostrou retração no período, de 0,4 por cento, em meio ao forte ajuste fiscal diante das contas públicas no vermelho.

A greve dos caminhoneiros, que afetou a atividade econômica no país todo, coloca o cenário de curto prazo em risco. A pesquisa Reuters sobre o PIB com analistas, que captou apenas o início do movimento da categoria, mostrava que a economia poderia ganhar tração no segundo trimestre.

Mas essa sinalização pode ter sido colocada em xeque com a paralisação, que dura mais de uma semana e afetou o abastecimento no país, dependente de modal rodoviário para escoar sua produção.

Sinal disso é que as estimativas do mercado levantadas em pesquisa Focus do Banco Central para o crescimento do PIB já foram reduzidas na semana passada, a 2,37 por cento, sobre 2,50 por cento, intensificando um movimento que já vinha ocorrendo diante da baixa confiança dos agentes econômicos e desemprego elevado. No início do ano, as projeções chegaram a 3 por cento.

REVISÃO

O Brasil cresceu um pouco mais do que o inicialmente projetado nos dois últimos trimestres do ano passado, revisou o IBGE. No quarto trimestre, o PIB registrou expansão de 0,2 por cento sobre os três meses anteriores, contra 0,1 por cento divulgado antes. Já no terceiro trimestre houve crescimento de 0,3 por cento, contra 0,2 por cento.

(Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte)

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