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Após EUA confirmarem cota para o aço, governo brasileiro se diz aberto a discutir soluções

Foto: JIM WATSON / AFP
O presidente americano Donald Trump idealizou restrições a importações de aço para os EUA. Imagem: Foto: JIM WATSON / AFP

01/06/2018 20h51

SÃO PAULO (Reuters) - O governo brasileiro reforçou nesta sexta-feira considerar injustificável a imposição de restrições às suas exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos.

Na quarta-feira, o governo do presidente Donald Trump oficializou a imposição de restrições às importações de aço e alumínio com efeitos sobre vários países, incluindo o Brasil, que entraram em vigor nesta sexta-feira.

As medidas definem que as exportações brasileiras de aço para os EUA ficarão sujeitas a cotas, baseadas na média do período 2015-17. A cota para o aço semi-acabado equivalerá a 100 por cento dessa média, enquanto para aços longos, planos, inoxidáveis, e tubos a quota será de 70 por cento da média.

Já as exportações de alumínio estarão sujeitas a sobretaxa de 10 por cento adicionais às tarifas de importação em vigor.

O governo brasileiro afirmou que as restrições não se justificam "e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos nos âmbitos bilateral e multilateral", afirmaram em nota conjunta os ministérios de Relações Exteriores e o de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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