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Bovespa volta a subir com influência positiva de cenário externo compensando tombo de Petrobras

01/06/2018 15h31

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice acionário da B3 voltava a operar no campo positivo nesta sexta-feira, zerando as perdas observadas mais cedo em pregão marcado por forte volatilidade e noticiário corporativo bastante carregado na volta do feriado, com destaque para a saída de Pedro Parente da presidência-executiva da Petrobras.

Às 15:27, o Ibovespa subia 0,85 por cento, a 77.406 pontos. O giro financeiro somava 11,5 bilhões de reais.

O indicador abriu a sessão no azul, acompanhando o sinal positivo das bolsas no exterior, mas depois inverteu a direção influenciado pelo forte recuo das ações da Petrobras, na esteira da renúncia de Parente ao cargo de presidente-executivo da estatal.

O Ibovespa chegou a cair 1,6 por cento na mínima do dia, depois de subir 1,84 por cento na máxima. Em 2018, o índice acumula alta de apenas 1,2 por cento.

Segundo operadores de renda variável consultados pela Reuters, o maior apetite por risco no exterior após indicadores de emprego favoráveis nos Estados Unidos beneficiava a bolsa paulista, contrabalançando a pressão exercida pelos papéis da Petrobras, que caíram mais de 20 por cento no pior do momento.

Os ganhos de ações do setor bancário e da mineradora Vale também ajudavam a sustentar o Ibovespa no azul, de acordo com as fontes.

A saída de Parente da presidência-executiva da Petrobras é o mais recente desdobramento da crise nacional de combustíveis desencadeada pela greve dos caminhoneiros, e participantes do mercado consideram que os papéis da companhia devem continuar voláteis até que haja uma definição dos próximos passos.

O conselho de administração da estatal se reunirá às 16h (horário de Brasília), conforme apurou a Reuters com uma fonte, escolher um substituto para Parente.

Na avaliação da equipe de análise do Credit Suisse, a renúncia de Parente é "muito negativa", considerando que o executivo havia dito anteriormente que só deixaria o cargo em caso de interferência do governo na gestão da companhia.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caía 12,4 por cento, e PETROBRAS ON perdia 12,2 por cento, tendo o pior desempenho do Ibovespa, após a notícia da renúncia de Pedro Parente ao cargo de presidente-executivo da estatal, o que levou a bolsa paulista a suspender as negociações de ambos os papéis.

- BRF ON subia 8,3 por cento, depois de passar por leilões, ocupando a primeira posição na lista de maiores altas do índice. De acordo com operadores ouvidos pela Reuters, a saída de Pedro Parente da Petrobras fortalecia rumores que circulavam no mercado desde o começo da semana de que Parente poderia assumir a presidência-executiva da empresa de alimentos. Ele foi eleito presidente do conselho de administração da BRF no fim de abril.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 2,16 por cento, ajudando a manter o Ibovespa no campo positivo, dado o seu peso na composição do indicador. Ainda no setor bancário, BRADESCO PN ganhava 3 por cento, SANTANDER UNIT subia 2,58 por cento. Na contramão, BANCO DO BRASIL ON cedia 0,53 por cento, com o ressurgimento de preocupações sobre interferência do governo em estatais após a renúncia de Parente.

- SUZANO PAPEL E CELULOSE subia 4 por cento, depois que autoridades de defesa da concorrência nos Estados Unidos aprovaram a fusão com a Fibria. Ainda no radar estava a retomada gradual das atividades em todas as plantas da companhia, inclusive o escoamento e faturamento de produtos, após o fim da greve de caminhoneiros.

- AZUL PN, que não compõe o Ibovespa, cedia 1 por cento, depois que a companhia aérea divulgou prejuízo de aproximadamente 50 milhões de reais com a paralisação dos caminhoneiros nos últimos 11 dias, o que de será contabilizado no resultado operacional do segundo trimestre.

- ELETROPAULO, que também não está no Ibovespa, saltava 27,3 por cento, com investidores atentos ao processo de venda da elétrica, após a oferta de 7,6 bilhões de reais feita pela italiana Enel.

(Por Gabriela Mello)

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