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TPG ainda mira ativos em energia no Brasil após comprar linhas da Abengoa, diz fonte

05/06/2018 16h03

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O fundo norte-americano TPG (Texas Pacific Group), que fechou recentemente a compra de ativos de transmissão de energia da espanhola Abengoa no Brasil, ainda está de olho em oportunidades no setor elétrico do país, embora a prioridade no momento seja a absorção dos negócios recém-adquiridos, disse à Reuters uma fonte com conhecimento da estratégia da companhia.

A TPG venceu um leilão por linhas de transmissão da Abengoa em operação, em meio à recuperação judicial da companhia no Brasil disparada após uma crise financeira do grupo de engenharia espanhol. A empresa fechou negócio por cerca de 482 milhões de reais em dinheiro mais assunção de 1,3 bilhão de reais em dívidas.

As linhas de energia da Abengoa somam mais de 3,5 mil quilômetros em extensão e têm direito a uma receita anual de aproximadamente 580 milhões de reais.

Segundo a fonte, a TPG "continua avaliando oportunidades pela região" de maneira oportunística, incluindo ativos no setor de energia ou em serviços de utilidade pública.

A prioridade no momento é na carteira de ativos adquirida junto à Abengoa, mas o fundo "segue animado com as oportunidades únicas que o Brasil tem a oferecer", adicionou a fonte, destacando que a TPG "está preparada para fazer novos investimentos assim que identificar os parceiros e oportunidades corretas".

O negócio pelas linhas da Abengoa foi fechado pela TPG Strategic Infrastructure, uma plataforma da empresa dedicada a investimentos globais no setor de infraestrutura.

Ao fechar a transação, o sócio da TPG Edward Beckley disse em nota que o fundo queria "fortalecer, aprimorar e expandir os negócios" no Brasil.

A TPG, fundada em 1992, tem mais de 82 bilhões de dólares em ativos sob sua gestão ao redor do mundo.

Antes de comprar os negócios da Abengoa, a TPG já havia realizado outros investimentos no Brasil, como a compra e posterior venda de participações na companhia aérea Azul e na Rumo Logística, entre outros.

Procurada, a TPG disse que não iria comentar as informações.

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