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Fluxo cambial tem novo superávit, de US$ 1,753 bilhão, em maio

06/06/2018 13h54

SÃO PAULO, 6 Jun (Reuters) - O ambiente doméstico mais nebuloso a partir da última quinzena de maio trouxe nervosismo ao mercado financeiro, mas não foi impeditivo para o Brasil registrar mais fluxo cambial (saldo entre a entrada e a saída de moeda estrangeira) superavitário (com maior volume de entradas), o segundo consecutivo e o terceiro de 2018.

Dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (6) mostram que o fluxo ficou positivo em US$ 1,753 bilhão no mês passado, puxado pelo desempenho da balança comercial, depois de ter ficado positivo em US$ 14,394 bilhões em abril, o maior resultado desde julho de 2011.

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A conta comercial ficou positiva em US$ 6,878 bilhões, decorrente de exportações de US$ 20,239 bilhões e importações de US$ 13,361 bilhões.

Em maio, a conta financeira --por onde passam investimentos diretos, em portfólio, entre outros-- não contribuiu para o resultado como havia feito no mês anterior, já que registrou déficit de US$ 5,126 bilhões. Em abril, havia subido US$ 6,756 bilhões. Foram registradas compras de US$ 45,202 bilhões e vendas de US$ 50,327 bilhões.

No mês passado, o dólar fechou cotado a R$ 3,737, depois de ter disparado 6,66%, maior alta porcentual desde setembro de 2015.

A greve dos caminhoneiros acabou elevando as preocupações dos investidores com a situação fiscal do país, já que um dos pleitos da categoria atendidos pelo governo, a redução do diesel, gera perda bilionária aos cofres públicos. Além disso, reforçou a cautela com as eleições de outubro.

Até então, a possibilidade de um processo mais forte de alta de juros nos Estados Unidos neste ano conduzia os negócios mais de perto, mas a expectativa passou a dividir o protagonismo com o mercado local em meados do mês passado.

Com o desempenho de maio, o saldo positivo acumulado do ano somava US$ 20,080 bilhões.

Apenas no dia 1º de junho, o fluxo cambial foi positivo em US$ 1,264 bilhão, com a conta financeira exibindo superávit de US$ 961 milhões e a comercial, de US$ 303 milhões.

(Por Claudia Violante; Edição de Iuri Dantas)

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