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Aliados do G7 confrontam Trump com números comerciais em cúpula tensa

08/06/2018 21h01

Por Jan Strupczewski e Andreas Rinke

LA MALBAIE, Canadá (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contrariou vários números comerciais de aliados norte-americanos, mantendo firme sua posição de que os EUA estão em desvantagem, disse nesta sexta-feira uma autoridade na cúpula do G7, à medida que consenso não foi obtido entre líderes do grupo.

A sessão comercial desta sexta-feira, onde aliados do G7 planejavam confrontar o presidente norte-americano por conta de tarifas comerciais, teve algumas emoções, mas foi civilizada e diplomática, disse a autoridade que participou das conversas.

"Os outros líderes apresentaram seus números e Trump apresentou os seus. Como esperado, ele não se moveu. Isto provavelmente não é porque ele não entende, mas por conta de razões internas", disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato.

Parceiros comerciais dos EUA estão furiosos com a decisão de Trump na semana passada de impor tarifas sobre importações de aço e alumínio do Canadá, da União Europeia e do México como parte de sua agenda America First. Alguns retaliaram.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, levantou nesta sexta-feira uma ideia para resolver disputas comerciais entre os EUA e seus aliados, disse uma autoridade francesa.

A autoridade descreveu a sugestão de Merkel como mecanismo de avaliação e diálogo compartilhado, mas não deu mais detalhes.

A proposta, feita durante a cúpula de dois dias do Grupo dos Sete na cidade canadense de La Malbaie, Quebec, foi fortemente apoiada por outros líderes, disse a autoridade, acrescentando que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse estar pronto para apoiá-la pessoalmente. Ele também sugeriu visitar Washington para uma avaliação comum de comércio EUA-UE para ajudar a resolver a disputa, disse uma autoridade.

Expectativas para um avanço na cúpula, no entanto, são baixas, com aliados norte-americanos focados em evitar romper com o G7, que em sua história de 42 anos tem tendido a buscar consenso em questões importantes.

"É extremamente improvável que haja um comunicado final", disse uma autoridade do G7 em condição de anonimato.

Merkel disse não ser certo se o grupo vai emitir uma diretriz final, acrescentando que fracasso em fazer isto será um reflexo honesto da falta de acordo entre Canadá, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Itália, França e Alemanha. A União Europeia também está participando da cúpula.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, alertou nesta sexta-feira tanto Trump, quanto a UE, sobre os perigos de entrar em guerra comercial por conta de tarifas, pedindo para ambos lados ao invés disso focarem no excesso de produção de aço da China.

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