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Sindicatos anunciam greve na Eletrobras contra privatização; estatal vai à Justiça

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que reúne federações e sindicatos de trabalhadores de empresas de energia, convocou funcionários da estatal Eletrobras para uma paralisação de 72 horas em protesto contra o plano do governo de privatizar a companhia e suas subsidiárias de distribuição.

A Eletrobras é responsável por cerca de um terço da capacidade instalada de geração de energia no Brasil e por quase metade da transmissão, além de controlar distribuidoras no Norte e no Nordeste.

Mas os sindicatos garantem que não haverá prejuízo aos consumidores, uma vez que equipes de manutenção e urgência vão prestar serviços essenciais e atuar em casos de emergências.

A paralisação virá em um momento em que o governo do presidente Temer enfrenta dificuldades cada vez maiores para cumprir seu plano de concluir neste ano as desestatizações, em meio à resistência do Congresso Nacional a analisar projetos sobre o assunto e uma decisão judicial que suspendeu o processo de venda das distribuidoras na semana passada.

A greve está agendada para ter início à zero hora da segunda-feira e durar até meia-noite de quarta-feira, segundo o CNE.

Procurada, a Eletrobras disse em nota que "está tomando as medidas legais necessárias para garantir o acesso dos empregados às dependências da empresa" durante o período de paralisação.

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