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Inflação ao produtor de maio sobe na China pela segunda vez consecutiva

09/06/2018 11h14

Por Lusha Zhang e Stella Qiu e Philip Wen

PEQUIM (Reuters) - A inflação ­­para os produtores na China aumentou pelo segundo mês consecutivo para uma máxima de quatro meses em maio, impulsionada pelos preços mais altos das commodities, sugerindo que a segunda maior economia mundial tenha mantido o ritmo de crescimento apesar das relações comerciais turbulentas com os Estados Unidos.

A inflação anual ao consumidor se manteve estável em maio ante o mês anterior, enquanto os preços dos alimentos se mantém em grande parte estáveis, segundo os dados oficiais divulgados neste sábado.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), subiu 4,1 por cento em maio em relação ao ano anterior, impulsionado por um salto recente nos preços das commodities e em comparação com uma base menor no ano passado, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Isso comparado com uma aceleração de 3,4 por cento em abril.

Mês a mês, o PPI subiu 0,4 por cento em maio, comparado com uma queda de 0,2 por cento em abril.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que a inflação ao produtor de maio subisse a 3,9 por cento, e previram que a inflação ao produtor irá subir novamente em junho, enquanto os preços globais do petróleo bruto continuam aumentando.

Os preços das matérias primas cresceram 7,4 por cento em maio ante o ano anterior devido à demanda saudável do setor do aço e uma diminuição das restrições de poluição de inverno. Isso comparado com um aumento de 5,7 por cento em abril.

A inflação mais alta nas fábricas ajudou a aliviar preocupações de um impulso de queda na economia enquanto as autoridades implementam controles de poluição mais duros sobre indústrias "de chaminé" e governos regionais sem dinheiro reduzem grandes projetos de investimento, freando a demanda por materiais de construção.

O aumento também poderia gerar um aumento nas receitas. Os lucros de empresas industriais chinesas subiu no ritmo mais rápido em seis meses em abril, com os rendimentos das empresas de processamento de aço e ferro saltando 260 por cento.

INFLAÇÃO AO CONSUMIDOR ESTÁVEL

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,8 por cento ante o ano anterior, em conformidade com as expectativas e sem alteração em relação ao ganho de 1,8 por cento em abril.

Na base mensal, o CPI caiu 0,2 por cento.

O centro do índice de preços ao consumidor, que elimina os preços voláteis de energia e alimentos, subiu 1,9 por cento em maio, queda ante os 2 por cento em abril.

O índice de preços dos alimentos aumentou 0,1 por cento em relação ao ano passado, após subir 0,7 por cento em abril.

Os preços de não alimentos cresceram 2,2 por cento, comparado com a alta de 2,1 por cento há um mês.

Com a inflação da China em nível estável, o tenso conflito comercial entre os dois pesos-pesados da economia mundial está gerando preocupações sobre uma pressão de alta sobre o índice de preços ao consumidor do país.

Produtos da agricultura em particular podem saltar caso Pequim siga com sua ameaça de impor tarifas sobre as importações dos Estados Unidos. Isso poderia levar a mais pressão sobre os preços da carne suína, que tem grande peso na cesta de inflação ao consumidor.

Analistas, no entanto, acreditam que a inflação já passou do pico, com os custos de empréstimo maiores e um arrefecimento do mercado imobiliário amortecendo as pressões aos preços. Dados econômicos de abril mostraram sinais de desaceleração enquanto o crescimento de investimentos atingiu mínima de quase 20 anos e o crescimento das vendas do varejo se enfraqueceu.

"O impulso da (pressão) inflacionária geral tem diminuído no ano, indicando o efeito de um aperto fiscal e monetário mais rápido que o esperado e sugerindo certo espaço para política 'ajuste fino', escreveram analistas de macroeconomia em pesquisa da CICC após a divulgação dos dados.

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