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Tradings e bancos têm aval do Cade para parceria em commodities com tecnologia blockchain

SÃO PAULO (Reuters) - O braço de comercialização da petroleira Shell, empresas de commodities e bancos internacionais receberam autorização do órgão de defesa da concorrência brasileiro para a criação de uma joint venture que visa desenvolver um sistema digital para a oferta de financiamentos para o setor baseado na tecnologia conhecida como "blockchain".

Segundo despacho do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Diário Oficial da União desta segunda-feira, o negócio foi aprovado sem restrições e envolve a Shell Trading e os bancos e empresas do setor ABN Amro, ING Bank, Societe Generale, BNP Paribas, CA Indosuez, Citibank, Macquarie, Rabobank, Natixis, a trading Mercuria e a certificadora SGS.

Cada um deles terá uma participação minoritária de 7,7 por cento na joint venture, que irá desenvolver uma plataforma de financiamento aberta (Open Financing Platform - OFP) para servir como interface entre instituições financeiras que oferecem soluções de financiamento para comercialização de commodities de um lado e, de outro, plataformas de comercialização ou traders.

A sede da joint venture será em Genebra, na Suíça, e segundo as empresas a operação representa uma oportunidade para que os agentes do mercado de financiamento avancem para um sistema digital e seguro que possa conectá-los aos clientes do setor de commodities.

"A JV também será uma interface eficiente entre plataformas internacionais de comercialização de commodities, traders e instituições financeiras para permitir que clientes tenham acesso a serviços financeiros e expertise", explicaram as empresas ao Cade.

A plataforma será baseada na tecnologia "blockchain", a mesma que certifica transações com criptomoedas, podendo ainda utilizar outras tecnologias para proporcionar "um balcão único digital de soluções de financiamento de commodities", segundo o órgão antitruste.

Nos documentos enviados ao Cade, as empresas disseram que as soluções serão oferecidas em nível mundial, incluindo para operadores no Brasil, e não haverá qualquer relação de exclusividade entre as instituições financeiras envolvidas e a joint venture.

(Por Luciano Costa)

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