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Explosão paralisa usina siderúrgica da Usiminas em Minas Gerais

SÃO PAULO (Reuters) - A usina siderúrgica da Usiminas em Ipatinga (MG) sofreu uma forte explosão nesta sexta-feira e paralisou alto-fornos, em um incidente com vítimas que também causou esvaziamento da unidade e assustou moradores da cidade.

Segundo informações da usina e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, um equipamento conhecido como gasômetro explodiu causando forte estrondo ouvido na cidade e a emissão de grossa coluna de fumaça.

O gasômetro, um equipamento de grande porte com vários metros de altura, armazena gases que são gerados no processo de produção de aço.

"Houve uma explosão no gasômetro por volta das 12h. O incidente está controlado. Já foi interrompido o fluxo de gás", informou um representante da Usiminas. Em comunicado ao mercado, a Usiminas afirmou que como medida de precaução, decidiu paralisar, "de forma emergencial e temporária", os altos-fornos

da usina.

As ações da empresa despencavam após a notícia do incidente. Às 15h08, os papéis caíam 9,5 por cento, maior queda do Ibovespa, que exibia baixa de 3 por cento.

Segundo o comandante do 11º batalhão de bombeiros militar em Ipatinga, Major Nunes, "houve vítimas, não fatais, e foram conduzidas ao hospital pelos próprios brigadistas da usina".

O incidente ocorreu depois que na quarta-feira um funcionário terceirizado morreu prestando serviços de manutenção em equipamento da aciaria da usina.

A usina de Ipatinga está em operação desde a década de 1960. O complexo tem três alto-fornos, dos quais o número 1 foi reativado em abril deste ano após ficar parado desde 2015 em meio à queda na demanda brasileiro por aço.

"Ipatinga é a única usina da Usiminas que produz aço bruto atualmente, com uma capacidade total de 5 milhões de toneladas (por ano). Como referência, a CSN teve um importante incidente em janeiro de 2016 que parou suas operações por vários meses. A ação da CSN caiu 10 por cento no dia do incidente foi revelado, mas o impacto para o fluxo de caixa da companhia foi minimizado pelo fato da CSN ter seguro, que cobriu as perdas de lucro", afirmaram analistas do Itaú BBA em nota a clientes, acrescentando que acreditam que o impacto sobre a ação da empresa "é exagerado".

(Por Alberto Alerigi Jr.; reportagem adicional da Paula Laier)

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