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Brasil tem superávit de US$ 3,775 bi em agosto, abaixo do esperado

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Marcela Ayres e Mateus Maia

03/09/2018 15h13

BRASÍLIA, 3 Set (Reuters) - O Brasil registrou superávit comercial de US$ 3,775 bilhões em agosto, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (3), pior resultado para o mês desde 2015 (+US$ 2,685 bilhões), afetado pelo aumento das importações em ritmo mais forte que das exportações.

O resultado veio abaixo do superávit de US$ 4 bilhões esperado por analistas em pesquisa da agência Reuters. 

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Em agosto, as importações subiram 35,3% sobre o mesmo mês do ano passado, pela média diária, a US$ 18,777 bilhões. E isso ocorreu apesar do salto de 8,46% do dólar frente ao real no período, marcado por volatilidade no cenário externo e apreensão com o rumo das eleições presidenciais brasileiras.

As exportações também cresceram, mas em ritmo mais fraco. O aumento foi de 15,8% sobre agosto de 2017, a US$ 22,552 bilhões.

Nos primeiros oito meses de 2018, o saldo positivo das trocas comerciais somou US$ 37,811 bilhões, queda de 21,4% sobre igual intervalo do ano passado.
Para o ano, o ministério ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de US$ 50 bilhões, ante US$ 67 bilhões de 2017. 

A diminuição se dará justamente por conta do maior fôlego exibido na ponta das importações, reagindo à recuperação da atividade econômica e uma demanda maior por bens importados.

Destaques 

Em agosto, as importações foram puxadas pelos bens de capital, que subiram 158,2% sobre um ano antes, principalmente pela compra de plataforma para extração de petróleo.

Também cresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (+55,4%), bens intermediários (+16,2%) e bens de consumo (+13,7%).

Já as exportações sofreram com a queda de 24,2% nas vendas de semimanufaturados, especialmente pela retração de 48,3% em açúcar em bruto, a US$ 412 milhões.

Ao mesmo tempo, as exportações de manufaturados subiram 35,1% sobre agosto de 2017 e de básicos avançaram 16,4%.

(Edição de Patrícia Duarte)

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