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Ibovespa experimenta trégua e sobe liderado por Suzano, mas cautela com eleição persiste

05/09/2018 17h06

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta nesta quarta-feira, após duas quedas seguidas, com as ações da Suzano Papel e Celulose liderando os ganhos ao avançar mais de 7 por cento, embora permaneçam os receios com o cenário eleitoral.

O principal índice de ações da B3 subiu 0,51 por cento, a 75.092,27 pontos, após acumular queda de 2,6 por cento nos dois pregões anteriores. O volume financeiro somou 7,67 bilhões de reais, novamente abaixo da média diária do ano.

Profissionais da área de renda variável citaram que o alívio no pregão foi favorecido pela trégua na deterioração de moedas de mercados emergentes na esteira de crises em países como Turquia e Argentina, além das incertezas eleitorais no Brasil.

Na visão de um desses profissionais, também não houve grandes novidades do lado político e a ausência de pesquisas tirou um pouco de pressão. "As próximas já podem mostrar um efeito maior dos programas na televisão", avalia.

Investidores aguardam para ver se os programas serão suficientes para alavancar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin, visto pelo mercado como o candidato com maior chance de implementar reformas, mas que tem patinando nas pesquisas.

A alta do Ibovespa ocorreu apesar da fraqueza em Wall Street, onde a queda das ações do Facebook e do Twitter pesaram nos negócios, assim como o desconforto com o embate comercial dos EUA com parceiros econômicos importantes.

DESTAQUES

- SUZANO disparou 7,4 por cento, após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitar pedidos para interromper o prazo de convocação de um assembleia de acionistas da Fibria para avaliar, entre outras propostas, fusão entre as companhias. Na máxima, os papéis chegaram a 55 reais, recorde intradia. FIBRIA perdeu 1,95 por cento.

- VALE valorizou-se 0,29 por cento, tendo no radar relatório do Itaú BBA revisando estimativas para a companhia e mantendo a recomendação 'outperform' de seus ADRs, conforme os analistas da casa veem a mineradora bem posicionada para gerar fluxos de caixa consideráveis e aumentar os retornos dos acionistas nos próximos anos.

- AMBEV encerrou em alta de 0,72 por cento, ensaiando uma recuperação após cair nos quatro pregões anteriores, período em que acumulou perda de 6,44 por cento.

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,58 por cento, em dia de recuperação das ações de bancos do Ibovespa e tendo no radar anúncio de parceria com a francesa Edenred que garante exclusividade na distribuição dos produtos da Ticket Serviços no Brasil para a sua base de clientes pessoas jurídicas. BRADESCO PN encerrou com variação positiva de 0,62 por cento, BANCO DO BRASIL subiu 0,17 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou estável.

- PETROBRAS PN fechou estável, em sessão de queda para os preços do petróleo no exterior, enquanto PETROBRAS ON valorizou-se 0,98 por cento.

- MAGAZINE LUIZA valorizou-se 3,25 por cento, também reagindo após apurar queda de mais de 9 por cento nos dois pregões anteriores, em sessão sem viés único para o setor de varejo. B2W subiu 2,26 por cento, mas VIA VAREJO UNIT caiu 2,92 por cento. Analistas do Brasil Plural avaliam que a Via Varejo está progredindo em sua estratégia de transformação digital, mas ressaltam que a visibilidade de curto prazo para a companhia continua limitada.

- SMILES desabou 7,57 por cento, liderando a ponta negativa do Ibovespa, pressionada por notícia de que a Latam decidiu não renovar contrato operacional com sua controlada Multiplos e fechar o capital da operadora de programas de fidelidades. MULTIPLUS, que não está no Ibovespa, subiu 4,51 por cento.

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