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Bovespa perde fôlego seguindo Wall Street e deve fechar semana com perdas

06/09/2018 12h26

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa perdia o fôlego no começo da tarde desta quinta-feira, véspera de feriado no Brasil, dada a fraqueza nos pregões em Nova York e conforme persiste a cautela com o cenário eleitoral incerto no país, embora a alta das ações da Vale ainda oferecesse algum suporte.

Às 12:21, o principal índice de ações da B3 caía 0,07 por cento, a 75.040,03 pontos. O volume financeiro somava 3,3 bilhão de reais.

O Ibovespa caminha para fechar a primeira semana de setembro no vermelho.

Wall Street recuava, com o S&P 500 cedendo 0,55 por cento, em meio a apreensões com o embate comercial envolvendo os Estados Unidos e a China, com Pequim prometendo retaliar se os norte-americanos implementarem novas medidas tarifárias.

Da cena local, repercutiam pesquisa Ibope divulgada na véspera e a negativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin da aceitar recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ele disputar a eleição ao Palácio do Planalto em outubro.

"De maneira geral, a pesquisa confirma um cenário de extrema incerteza, o que deve prevalecer até o dia das eleições", afirmou um gestor de uma administradora de recursos do Rio de Janeiro, que pediu para não ter o nome citado.

Em relação à decisão de Fachin, a equipe da corretora H.Commcor citou em relatório que tende a consolidar apostas de que Lula dificilmente conseguirá ser o candidato do PT.

O registro de Lula, que liderou as pesquisas de intenção de voto até agora, foi negado pelo TSE na madrugada de sábado, com base na Lei da Ficha Limpa, já que o ex-presidente foi condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e cumpre pena em Curitiba.

DESTAQUES

- VALE subia 2,19 por cento, principal contribuição positiva para o Ibovespa, na esteira do avanço dos preços do minério de ferro na China.

- PETROBRAS PN recuava 0,54 por cento, depois de subir na abertura acompanhando a alta do petróleo no exterior, tendo no radar notícia de que a petroleira de controle estatal aprovou mecanismo de hedge complementar visando dar flexibilidade à gestão da política de preços da gasolina. Para o analista da XP Investimentos, trata-se de um retrocesso na política de preços.

- ECORODOVIAS apreciava-se 5,81 por cento, beneficiada por relatório do Morgan Stanely em que o analista Josh Milberg elevou a recomendação dos papéis para 'ovwerweight', citando que a relação risco versus retorno agora pende para o lado positivo e que se trata de uma "oportunidade dentro da tempestade".

- TELEFÔNICA BRASIL PN subia 2,74 por cento, após anunciar na véspera que seu conselho de administração aprovou pagar 2,8 bilhões de reais em juros sobre capital próprio até o fim de 2019.

- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,26 por cento, perdendo o fôlego mais positivo da abertura, assim como as outras ações dos bancos listados no Ibovespa. BRADESCO PN caía 0,33 por cento, SANTANDER BRASIL UNIT recuava 0,45 por cento e BANCO DO BRASIL cedia 0,63 por cento.

- CIELO caía 4,83 por cento, após o Banco Central colocar em consulta pública na quarta-feira proposta de regulamentar o registro de recebíveis de cartões de pagamento. Analistas do Credit Suisse avaliam que impacto deve ser maior para a Cielo, dada sua exposicao a pequenas e médias empresas e fatia da receita de pré-pagamento no lucro de 2018.

- TIM cedia 2,92 por cento, entre as maiores quedas. Em relatório a clientes, analistas do Bradesco BBI chamaram a atenção para o fato de que as discussões entre os dois maiores acionistas da Telecom Italia, dona da operadora brasileira, tem ganhado notoriedade e que reconhecem o risco de eventual saída de Amos Genish da presidência-executiva do grupo italiano, que seria o principal risco para a TIM neste momento.

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