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Tesla tem maior queda em 2 anos com saída de gerente e Musk fumando maconha

Vibhuti Sharma e Arjun Panchadar

07/09/2018 13h54

(Reuters) - As ações da Tesla sofreram sua maior queda em dois anos nesta sexta-feira, já que a empresa foi abalada pela saída de seu gerente de contas depois de somente um mês e pelas preocupações crescentes dos investidores com o comportamento do executivo-chefe, Elon Musk, que fumou maconha durante uma transmissão pela internet.

Os investidores da montadora de veículos elétricos estão tensos depois de um agosto tumultuado, durante o qual Musk propôs e depois recuou abruptamente de um acordo de privatização. A Tesla disse que seu gerente de contas, Dave Morton, renunciou por estar incomodado com a atenção pública e com o andamento do trabalho.

Morton, cuja saída ocorre depois de a Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos Estados Unidos (SEC) iniciar um inquérito sobre o plano abortado de Musk, engrossa uma lista de executivos que deixaram a Tesla recentemente.

A Bloomberg também noticiou nesta sexta-feira que o gerente de recursos humanos, Gaby Toledano, não voltará de uma licença depois de pouco mais de um ano no cargo.

Mesmo antes de Musk surpreender ao anunciar no Twitter no dia 7 de agosto que tinha um financiamento "garantido" para um acordo de privatização, a Tesla já estava sendo questionada por investidores, analistas e operadores de venda a descoberto no momento em que se empenha em atingir suas metas de produção e diminuir seus gastos.

Morton, que entrou na Tesla em 6 de agosto, foi citado em um documento da empresa nesta sexta-feira no qual disse que acredita "muito" na Tesla e que não teve desentendimentos com sua liderança a respeito de seu relatório financeiro.