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Após derrota no TSE, Lula pede liminar ao STF para ampliar prazo para troca de candidatura

10/09/2018 11h09

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) que conceda uma liminar para ampliar o prazo para a eventual troca do nome dele na cabeça da chapa para a disputa presidencial, que vence na terça-feira, após a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, ter rejeitado na noite de domingo pedido semelhante.

Na mesma ação, os advogados de Lula também querem que o STF dê uma liminar para suspender os efeitos da decisão do TSE que barrou o registro de candidatura do ex-presidente até que o Supremo avalie matérias constitucionais questionadas e também o fato de a corte eleitoral não ter levado em conta recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU a favor da manutenção de todos os direito políticos o petista.

A defesa do ex-presidente quer que se aumente até o dia 17 de setembro, prazo para a substituição de candidaturas, ocasião em que, alega, o plenário do STF terá tempo para apreciar todas as demandas apresentadas pelo petista. A terça-feira da próxima semana é o prazo final para que a Justiça Eleitoral aprecie todos os registros de candidatura contestadas.

"A candidatura de Lula não pode ser enterrada antes que o colegiado deste Supremo se posicione sobre o tema", alegam os defensores de Lula, na petição de 175 páginas obtida pela Reuters.

DERROTAS

No domingo, a presidente do TSE, Rosa Weber, rejeitou pedido apresentado pela defesa de Lula para ampliar o prazo para a troca do nome dele na cabeça da chapa para a disputa presidencial.

A ministra também enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso do petista contra o veto a seu registro de candidatura.

A defesa de Lula havia solicitado mais prazo para a eventual substituição do ex-presidente na cabeça da chapa presidencial para a eleição de outubro, alegando que recursos pendentes ainda precisam ser analisados.

Quando rejeitou a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa, o TSE deu até 11 de setembro para que o PT fizesse a substituição do candidato.

O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, visitava Lula nesta manhã em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril cumprindo pena pela condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá. A expectativa era que o PT confirme até terça-feira Haddad como novo candidato à Presidência.

Apesar de ter rejeitado ampliar o prazo para a substituição de Lula na chapa presidencial, Rosa Weber decidiu encaminhar ao Supremo o recurso apresentado pela defesa de Lula contra a decisão do TSE de rejeitar seu registro de candidatura.

Na semana passada, os ministros Celso de Mello e Edson Fachin, do STF, já haviam rejeitado pedidos do ex-presidente para ter direito a concorrer.

Lula, que liderava todas as pesquisas de intenção de voto até ter sua candidatura barrada, alega inocência e diz ser alvo de perseguição política para impedi-lo de concorrer novamente à Presidência.

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