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Petrobras conclui teste no campo de Mero e aponta dados de alta qualidade

03/10/2018 16h32

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras concluiu na terça-feira o teste de longa duração do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio do qual obteve dados de alta qualidade e reduziu incertezas sobre o reservatório, o que permitirá a implantação acelerada de quatro plataformas nos próximos anos, informou em nota nesta quarta-feira a petroleira brasileira, operadora da área.

Iniciada em novembro de 2017, a produção foi realizada pelo FPSO Pioneiro de Libra, a primeira unidade da Petrobras dedicada a testes de longa duração equipada para injetar o gás produzido.

"Durante os testes, o poço produtor interligado à plataforma atingiu a produção de 58 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), um grande resultado em águas ultraprofundas", disse a Petrobras na nota.

A Petrobras explicou que a etapa seguinte consiste na substituição do atual poço injetor de gás por outro localizado mais próximo do poço produtor.

Com a conclusão dos testes, o FPSO Pioneiro de Libra irá operar os Sistemas de Produção Antecipada (SPAs) subsequentes em outros poços de Mero. O Pioneiro de Libra tem capacidade de processar diariamente até 50 mil barris de petróleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás associado.

As plataformas definitivas planejadas para Libra, segundo a Petrobras, terão capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia.

Atualmente, a primeira plataforma definitiva de Libra está prevista para 2021 e a segunda, para 2022, conforme o plano de negócios e gestão da Petrobras 2018-2022. Um novo plano revisado e com o horizonte até 2023 está previsto para ser publicado em dezembro.

Considerado um dos mais robustos projetos de óleo e gás já desenvolvidos pela indústria offshore (no mar) do mundo, Libra é operado pela Petrobras --com participação de 40 por cento-- em parceria com a Shell (20 por cento), Total (20 por cento) e as chinesas CNPC (10 por cento) e CNOOC Limited (10 por cento).

(Por Marta Nogueira)

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