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Hydro Alunorte nega que avalia demissões em larga escala neste momento

04/10/2018 18h42

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Hydro Alunorte, do grupo norueguês Norsk Hydro, negou nesta quinta-feira que avalia demissões em larga escala neste momento, após informar na véspera a paralisação completa de suas operações de produção de alumina no Pará, medida que atinge 4,7 mil funcionários.

A empresa já funcionava com metade da capacidade desde março, por determinação judicial e de autoridades, devido à descoberta de despejos ilegais de efluentes não tratados pela fábrica na floresta amazônica, já admitidos pela norueguesa.

A empresa nega que os efluentes tenham causado danos ao meio ambiente.

No entanto, na quarta-feira, a empresa anunciou que seu único depósito de rejeitos licenciado (DRS1) estaria próximo de sua capacidade máxima e informou ao mercado que iria cessar as atividades.

A empresa está impedida de operar com seu outro depósito de rejeitos DRS2, por não estar licenciada e também por embargos de autoridades para o trabalho.

Em nota, a Hydro afirmou que está trabalhando em colaboração com os sindicatos e fará o máximo para reduzir as consequências para os funcionários.

No entanto, reiterou que a decisão de suspender as atividades terá um impacto claro nos funcionários diretos e indiretos da Alunorte e da sua mina de bauxita de Paragominas, que abastece a Alunorte, cujas operações também serão interrompidas.

"Como em março, as ações podem incluir férias coletivas, suspensões temporárias de contratos (empregados permanentes) e rescisão de contratados. A Alunorte e a Mineração Paragominas utilizam todos os recursos previstos em legislação", disse a empresa em nota.

No total, cerca de 3.000 são empregados e terceiros na Alunorte e 1.700 trabalham na mina de bauxita.

A empresa explicou ainda que as ações de suspensão das atividades da Alunorte e da Mineração Paragominas foram iniciadas na quarta-feira e que o procedimento para desligamento completo da Alunorte demora entre 30 e 60 dias.

O retorno da operação da refinaria, explicou a empresa, irá demandar entre 60 e 90 dias, a partir do momento em que as condições forem favoráveis.

Procurado, o Ministério Público do Trabalho (PA/AP) afirmou em nota nesta quinta-feira que vem acompanhando a situação referente aos trabalhadores da Hydro.

"No momento, existe um inquérito civil instaurado no órgão voltado a acompanhar as demandas trabalhistas decorrentes da interrupção das atividades da empresa, porém, precisaremos aguardar os desdobramentos do anúncio feito ontem para assim tomar as providências cabíveis a fim de assegurar os direitos dos trabalhadores dispensados", afirmou.

"O MPT notificou a empresa para uma reunião semana que vem, a fim de tratar sobre como a interrupção das atividades afetará os trabalhadores."

(Por Marta Nogueira)

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