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Rede de varejo dos EUA Sears prepara pedido de recuperação judicial, dizem fontes

10/10/2018 13h01

NOVA YORK (Reuters) - A norte-americana Sears Holdings está preparando um pedido de recuperação judicial para ser apresentado na sexta-feira, afirmaram fontes nesta quarta-feira, lançando dúvidas sobre o futuro de uma empresa que já foi a maior rede de varejo do mundo.

As negociações entre o presidente-executivo da Sears, Eddie Lampert, e uma comissão especial do conselho de administração da companhia estão emperradas por conta da recusa do grupo em aprovar o plano de resgate proposto pelo executivo, disseram as fontes.

A companhia era a maior rede de varejo do mundo na década de 1960 e se tornou um símbolo da dificuldade das lojas físicas em competir com rivais online liderados pela Amazon. As ações da icônica companhia norte-americana valiam mais de 100 dólares uma década atrás, mas recuaram para menos de 1 dólar no ano passado.

Nesta quarta-feira, as ações da Sears despencavam mais de 35 por cento às 12h34 (horário de Brasília), cotadas a 38 centavos de dólar.

Lampert, um investidor bilionário, quer reestruturar a dívida da empresa sem fazer um pedido de recuperação judicial porque considera o processo como um risco para empresas de varejo. Representantes da Sears não comentaram o assunto.

O executivo, que também dirige o fundo de hedge ESL Investment, propôs em setembro um plano para reduzir a dívida da Sears de 5,6 bilhões para 1,2 bilhão de dólares. Lampert e a ESL são os dois maiores acionistas da rede de varejo.

A comissão especial da Sears está avaliando uma oferta anterior de Lampert para comprar a marca de eletrodomésticos Kenmore da rede por até 480 milhões de dólares. Em outra tentativa de evitar a insolvência, a Sears vendeu no ano passado a marca de ferramentas Craftsman para a Stanley Black & Decker por 900 milhões de dólares.

A Sears comprou a rede de varejo de desconto Kmart por 11 bilhões de dólares em um acordo orquestrado por Lampert em 2004. A Sears tem registrado prejuízos por sete anos seguidos e suas vendas não crescem desde a crise financeira internacional de 2008.

(Por Nick Zieminski)

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