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Dívida pública federal cai 0,16% em setembro, divulga Tesouro

Por Marcela Ayres

26/10/2018 10h08Atualizada em 26/10/2018 13h08

BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal do Brasil caiu 0,16% em setembro sobre agosto, a R$ 3,779 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26).

Com isso, fechou o terceiro trimestre do ano praticamente na banda inferior da meta estabelecida para o ano pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), de R$ 3,78 trilhões a R$ 3,98 trilhões.

Em setembro, a dívida pública mobiliária interna teve baixa de 0,07%, a R$ 3,628 trilhões, diante do resgate líquido de R$ 26,77 bilhões e apropriação positiva de juros de R$ 24,22 bilhões.

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Por sua vez, a dívida externa teve retração de 2,34%, a R$ 151,12 bilhões. Em setembro, o dólar caiu 0,87%, com investidores reduzindo posições compradas, que apostam na alta, após a corrida ao Palácio do Planalto ter se polarizado entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), com o capitão da reserva na dianteira das pesquisas.

Diante de um comportamento mais favorável dos mercados no mês, o Tesouro Nacional voltou a mirar 100% de rolagem da dívida em 2018, afirmou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital.

Depois da alta volatilidade vista em agosto, o Tesouro divulgou no início de setembro que poderia reduzir a oferta global de títulos no ano, o que implicaria menor rolagem da dívida.

Mas segundo Vital, o cenário externo em setembro foi "bastante positivo" para emergentes, ao mesmo tempo em que houve arrefecimento gradual das incertezas no cenário doméstico, especialmente quanto às eleições presidenciais, contribuindo para a queda da curva de juros.

Em coletiva de imprensa, ele avaliou que o quadro foi capturado pelos leilões do Tesouro, com a taxa de corte caindo ao longo do mês. Ao mesmo tempo, o Tesouro ofertou menores volumes de LFTs nos leilões. Esses papéis pós-fixados são historicamente mais demandados por investidores quando há percepção de aumento do risco.

Vital também afirmou que, à medida que as condições de mercado seguirem melhorando, gradualmente o Tesouro voltará a emitir títulos prefixados mais longos.

Em relação à composição, os títulos que flutuam com a Selic, representados pelas LFTs, seguiram respondendo pela maior fatia da dívida geral, a 34,08%, embora tenham caído sobre o patamar de 34,95% de agosto. Com isso, seguiram dentro da faixa de 33% a 37% estabelecida como meta para o ano.

Ao mesmo tempo, os títulos prefixados subiram a 33,88% do total, sobre 33,19% no mês anterior e uma meta de 32% a 36% para 2018.

Os papéis indexados à inflação, por sua vez, viram sua fatia ser elevada a 27,84%, ante 27,54% no mês anterior, sendo que a referência para o ano é de 27% a 31%.

A participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna caiu a 11,67% em setembro, ante 11,92% em agosto, apontou ainda o Tesouro.

Emissão externa

Sobre a possibilidade de o Brasil fazer emissões externas, Vital pontuou nesta sexta-feira que o mercado externo "não está tão favorável" para uma operação do tipo, mas que o governo seguirá avaliando essa possibilidade.

"Havendo evolução favorável no mercado externo e seguindo diretriz de emissões qualitativas, o Tesouro poderia considerar emissão externa", afirmou.

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TV Folha
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