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Bolsonaro diz que não vê "clima pesado" em transferir embaixada em Israel para Jerusalém

01/11/2018 18h25

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que não vê problema em transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma de suas promessas de campanha.

"Eu não vejo um clima pesado em você transferir, mudar as embaixadas de Israel, não vejo nenhum problema", disse Bolsonaro durante uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

Mais cedo, o presidente eleito utilizou o Twitter para reafirmar sua promessa de mudar a embaixada de local.

"Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos", afirmou Bolsonaro no tuíte.

"Não é nenhuma questão de vida ou morte, temos todo respeito com Israel, com o povo árabe, aqui num país onde todos convivem pacificamente, nós não queremos criar problemas com ninguém", disse o presidente eleito a jornalistas na tarde desta quinta-feira.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a decisão de Bolsonaro. "Louvo o meu amigo, o futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por sua intenção de transferir a embaixada do Brasil para Jerusalém. Este é um passo histórico, correto e empolgante", disse.

Ao longo da campanha eleitoral, Bolsonaro falou diversas vezes sobre a possibilidade da mudança de local e demonstrou seu entusiasmo por Israel.

Na segunda-feira após o segundo turno, o capitão da reserva disse que recebeu cumprimentos de Netanyahu, por sua vitória e afirmou esperar que Brasil e Israel trabalhem juntos em acordos que beneficiem que os dois países. [nL2N1X91O6]

Caso a mudança de embaixada se concretize, Bolsonaro estará seguindo uma medida adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem é admirador.

Em dezembro, os Estados Unidos transferiram sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, um ato de reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

O ato de Trump e a promessa de Bolsonaro desagradam países árabes e a Autoridade Palestina, que reivindica o lado oriental de Jerusalém como a capital de um futuro Estado palestino.

(Com reportagem adicional de Laís Martins, em São Paulo, e Ori Lewis, em Jerusalém)

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