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Presidente da China promete aumentar importações em meio a disputa comercial com os EUA

05/11/2018 09h17

Por Michael Martina e Winni Zhou

XANGAI (Reuters) - O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu nesta segunda-feira que vai reduzir tarifas, ampliar o acesso ao mercado e importar mais do exterior, no início de uma feira comercial realizada para demonstrar boa vontade em meio aos crescentes atritos com os Estados Unidos e outros.

A Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês), realizada de 5 a 10 de novembro, reunirá milhares de empresas estrangeiras com compradores chineses em uma tentativa de demonstrar o potencial importador da segunda maior economia do mundo.

Em um discurso que ecoou promessas anteriores, Xi disse que a China vai acelerar a abertura dos setores de educação, telecomunicações e cultura, protegendo os interesses das empresas estrangeiras e punindo as violações dos direitos de propriedade intelectual.

Ele também disse que espera que a China importe 30 trilhões de dólares em produtos e 10 trilhões de dólares em serviços nos próximos 15 anos. No ano passado, Xi estimou que a China importará 24 trilhões de dólares em mercadorias nos próximos 15 anos.

"A CIIE é uma importante iniciativa da China para abrir proativamente seu mercado para o mundo", disse Xi.

Xi afirmou que a exposição mostra o desejo da China de apoiar o livre comércio global, acrescentando - sem mencionar os Estados Unidos - que os países devem se opor ao protecionismo.

Ele disse que "o multilateralismo e o sistema de livre comércio estão sob ataque, que os fatores de instabilidade e incerteza são numerosos, e os riscos e obstáculos estão aumentando".

Louis Kuijs, chefe de economia da Ásia na Oxford Economics, disse que o discurso foi significativo, ainda que escasso em relação a novas iniciativas.

"Eu não acho que houve necessariamente novas reformas inovadoras anunciadas por ele hoje, mas acho que eu considero isso como uma confirmação de que a China está muito interessada em ser vista como um país que está se abrindo mais e se comprometendo com essa postura", disse ele.

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