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Magazine Luiza manterá estratégia de menos foco em margem e mais em crescimento, diz presidente

06/11/2018 12h49

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - A Magazine Luiza manterá nos próximos trimestres a estratégia de crescer mais em números absolutos e menos em margem de lucro, disseram nesta terça-feira executivos da varejista.

"A operação está com menos foco em margem e mais foco no crescimento em geral", afirmou o presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, em teleconferência com analistas sobre o balanço do terceiro trimestre, no qual a margem bruta recuou 1,2 ponto percentual ano a ano, para 29,7 por cento.

Na véspera, a rede varejista reportou lucro líquido de 119,6 milhões de reais entre julho e setembro, superando em 29 por cento o resultado apurado um ano antes, com forte desempenho de vendas, sobretudo no comércio eletrônico, e diluição de despesas.

A Magazine Luiza seguirá concentrando seus investimentos em logística no próximo ano, o que segundo Trajano é o maior gargalo para o desenvolvimento do comércio eletrônico. "Os esforços em logística serão voltados para absorver volumes de terceiros no ano que vem", comentou o executivo.

Ainda de acordo com ele, a plataforma de marketplace tende a ser um dos principais vetores de crescimento da companhia e a meta é operar em todas as categorias de produtos. "O ecommerce ainda tem muito espaço para entrantes e o crescimento expressivo do nosso marketplace (no terceiro trimestre) é prova disso", disse.

Para o quarto trimestre, Trajano citou menor preocupação com a pressão cambial, que vinha dificultando a negociação com os fornecedores nos últimos meses. "Conseguimos fechar as negociações para a Black Friday e estamos com mais visibilidade e tranquilidade. Tudo vai depender da nossa capacidade de execução...a base de comparação fica cada vez mais difícil", afirmou o executivo.

Por volta das 12:40 (horário de Brasília), as ações da Magazine Luiza recuavam 6,92 por cento, a 160,99 reais, liderando a lista de piores desempenhos do Ibovespa, que por sua vez recuava 0,45 por cento. Em 2018, no entanto, os papéis da varejista acumulam alta de mais de 100 por cento.

(Por Gabriela Mello)

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