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Ultrapar tem queda de 41% no lucro do 3º tri; ainda acusando greve dos caminhoneiros

07/11/2018 20h39

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo multiindustrial Ultrapar teve piora dos principais indicadores no terceiro trimestre no comparativo ano a ano, mas melhorou na base sequencial, uma vez que começou a se recuperar dos desdobramentos da greve dos caminhoneiros.

A empresa que atua em postos de combustíveis, produção de químicos, rede de farmácias, e estoque de granéis, afirmou nesta quarta-feira que o lucro líquido do período somou 323,2 milhões de reais, queda de cerca de 41 por cento ante mesma etapa de 2017, mas avançou 34,3 por cento em relação ao trimestre anterior.

A receita líquida de julho a setembro somou 23,8 bilhões de reais, volume 17 por cento maior sobre um ano antes e alta de 5 por cento conta o trimestre imediatamente anterior.

A divisão Ipiranga, de postos de combustíveis e responsável por 84 por cento das receitas do conglomerado, viu o faturamento líquido crescer 17 por cento ano a ano.

O mesmo efeito que ajudou na expansão desta linha, o aumento médio dos preços, foi o que também fez a despesa com produtos vendidos subir 21 por cento na comparação dos mesmos períodos. O volume vendido cresceu 2 por cento.

Com isso, o resultado operacional da Ultrapar medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 850 milhões de reais, recuo de 30 por cento contra mesma etapa do ano passado, porém avançando 18 por cento em relação ao segundo trimestre.

A Ultrapar argumentou que tivera um cenário de custos de combustíveis mais favorável no terceiro trimestre de 2017. Além disso, agora teve um efeito negativo de 24 milhões de reais gerado pela greve dos caminhoneiros, que parou o país na segunda metade de maio.

Os resultados mais fracos da Ipiranga foram parcialmente compensados por melhores performances de outras divisões, como a Oxiteno, de químicos, cujo Ebitda subiu 135 por cento ano a ano, para 173 milhões de reais. Na Ultragaz, o Ebitda ficou estável, enquanto na Ultracargo houve expansão de 10 por cento.

O conglomerado fechou setembro com uma dívida líquida de 9,2 bilhões de reais, equivalente a 2,9 vezes o Ebitda ajustado, ante 6,8 bilhões de reais 12 meses antes e 1,7 vez o Ebitda. A empresa atribuiu o aumento da alavancagem principalmente ao menor Ebitda e ao aumento do capital de giro no período.

Porém, a despesa financeira líquida caiu praticamente à metade, devido ao recuo da taxa média de juros.

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