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UE corta previsão de crescimento da Itália, vê salto no déficit e dívida estável

08/11/2018 15h08

BRUXELAS, 8 Nov - A Comissão Europeia previu nesta quinta-feira que a economia italiana crescerá mais lentamente nos próximos dois anos do que o esperado por Roma, tornando os déficits orçamentários muito mais altos do que os supostos pela Itália, enquanto a dívida pública permanecerá estável em vez de recuar.

As previsões ressaltam a opinião da Comissão, apoiada na última segunda-feira por todos os ministros de finanças da zona do euro, de que o projeto de orçamento para 2019 da Itália viola as regras fiscais da União Europeia, que exigem reduções anuais do déficit e da dívida.

As projeções da Comissão provavelmente fornecerão argumentos para que o braço executivo da UE dê início às medidas disciplinares contra Roma no final deste mês, a menos que a Itália envie um plano orçamentário revisado que esteja de acordo com as regras da UE até 13 de novembro.

A Itália disse repetidamente que não vai mudar as metas do projeto de orçamento, provocando um confronto sem precedentes do resto da zona do euro com o governo populista em Roma, que ganhou eleições com promessas de maiores gastos e cortes de impostos.

Em uma previsão econômica regular feita para os 28 países que compõem a União Europeia, a Comissão disse que o Produto Interno Bruto (PIB) italiano crescerá 1,1 por cento este ano, abaixo da projeção de Roma de 1,2 por cento em seu orçamento preliminar.

Em 2019, o PIB italiano deve aumentar em 1,2 por cento, segundo a Comissão, em vez dos 1,5 por cento previstos pela Itália e, em 2020, aumentar 1,3 por cento, em vez dos 1,6 previstos por Roma.

Um crescimento menor significa que o déficit orçamentário da Itália será de 1,9 por cento do PIB este ano, acima da previsão da Itália de 1,8 por cento.

No ano que vem, o déficit orçamentário, impulsionado por planos de maiores gastos e cortes de impostos para cumprir as promessas eleitorais, aumentará para 2,9 por cento, ao invés de 2,4 por cento estimado pela Itália e 3,1 por cento em 2020, em vez de cair para 2,1, conforme Roma assume. As regras da UE preveem que os déficits fiquem abaixo de 3 por cento.

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