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Efeito de tarifas se espalha nos EUA e crescimento de renda acelera, diz Fed

05/12/2018 17h35

WASHINGTON (Reuters) - Os aumentos de preços provocados por tarifas se espalharam de forma mais ampla na economia dos Estados Unidos, embora, em compensação, a inflação tenha subido a um ritmo modesto na maior parte do país, disse o Federal Reserve nesta quarta-feira em seu relatório mais recente sobre a economia.

O relatório do Livro Bege, do banco central dos EUA, um retrato da economia produzido a partir de discussões com contatos corporativos nos 12 distritos do Fed nas semanas até 26 de novembro, também diz que a economia parece estar crescendo a um ritmo modesto a moderado. Os mercados de trabalho ficaram mais apertados em diversos setores e o crescimento dos salários "tende ao lado mais alto de um ritmo modesto a moderado".

O dólar manteve leves ganhos depois da publicação do relatório.

Há ampla expectativa de que o Fed vai elevar as taxas de juros ao final de seu encontro de política monetária nos dias 18 e 19 de dezembro. Membros votantes disseram que a forte economia dos Estados Unidos pode provocar inflação mais alta se eles não elevarem os juros adicionalmente.

Ao mesmo tempo, o chairman do Fed, Jerome Powell, sinalizou que o ciclo de aperto do Fed nos últimos três anos está chegando ao fim, que banqueiros centrais estão buscando por sinais de uma desaceleração no crescimento global e que uma guerra comercial entre os EUA e a China podem pesar sobre a economia dos EUA.

"Relatos de aumentos de custos induzidos por tarifas se disseminaram mais amplamente de fabricantes e empreiteiras a varejistas e restaurantes", disse o Fed nesta quarta-feira.

Relatórios do Livro Bege recentes detalharam preocupações corporativas sobre tarifas em alta, incluindo relatos de fábricas dos EUA que estavam aumentando os preços porque as tarifas encareciam insumos.

O presidente Donald Trump aplicou tarifas sobre centenas de importações chinesas, provocando retaliação contra exportações dos Estados Unidos.

O Fed disse que a renda e as condições no setor agrícola, que suportou a maior parte das tarifas retaliatórias chinesas, estavam "mistos", atingidos por tarifas e chuvas em excesso.

A instituição disse que, em compensação, o gasto dos consumidores continuou firme.

(Reportagem de Jason Lange, Howard Schneider e Ann Saphir)

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