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Índice mostra fraqueza com ruídos políticos apesar de exterior favorável

10/06/2019 10h10

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava fraqueza na manhã desta segunda-feira, apesar do viés positivo em praças acionárias no exterior, com agentes financeiros repercutindo ruídos políticos e notícias de que o parecer do relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados deve ser conhecido apenas na quinta-feira.

Às 11:13, o Ibovespa <.BVSP> caía 0,71 %, a 97.126 pontos. O volume financeiro somava 2,35 bilhões de reais.

No domingo, o site Intercept Brasil publicou reportagens mostrando suposta colaboração entre o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, e o coordenador da operação Lava Jato no Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol. [nL2N23H07E]

A equipe da XP Investimentos não descarta que o caso tenha repercussões adicionais, bem como coloca em xeque o ministro mais popular do governo do presidente Jair Bolsonaro. Para a equipe da Coinvalores é mais uma crise para o governo contornar em pleno avanço da reforma da Previdência.

Nesse sentido, notícias na mídia afirmavam nesta segunda-feira que o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Samuel Moreira (PSDB-SP), vai apresentar seu parecer na quinta-feira, uma vez que deve fazer alterações. [nL2N23H06R]

Para a equipe da Brasil Plural, o cenário político se tornou mais favorável à aprovação da reforma da Previdência nas últimas semanas, conforme nota a clientes.

"Bolsonaro cessou as críticas à 'velha política' e tem acenado com diálogo construtivo com os demais Poderes, ao mesmo tempo em que o Congresso exerce cada vez mais seu protagonismo em relação à agenda do país ao reforçar suas prerrogativas e reafirmar seu compromisso com as reformas."

No exterior, Wall Street tinha os pregões no azul, apoiados na decisão dos Estados Unidos de abandonar os planos de adotar tarifas sobre produtos mexicanos.

DESTAQUES

- BRADESCO PN recuava 2,4% e ITAÚ UNIBANCO PN perdia 2,1%, entre as maiores pressões de baixa no Ibovespa, após acumularem três semanas consecutivas de valorização. BANCO DO BRASIL também cedia 2,1%.

- PETROBRAS ON caía 2%, tendo no radar prospecto preliminar com oferta secundária de 241,34 milhões de ações detidas pela Caixa Econômica Federal [CEF.UL], além da falta de tendência clara dos preços do petróleo no exterior.[nL2N23H07U]

- CEMIG PN cedia 2,8%, maior queda do Ibovespa. Segundo o jornal O Estado de Minas, deputados que estão à frente dos blocos que detêm a maioria na Assembleia Legislativa de MG criticam a imposição feita pelo Tesouro Nacional de privatizar a Cemig e o congelamento de salários.

- VALE subia 0,5%, em sessão de alta dos preços do minério de ferro na China, o que também ajudava papéis como CSN , que avançava 2,1%. Entre as siderúrgicas, USIMINAS tinha elevação de 1,5% e GERDAU PN mostrava acréscimo de 0,8%.

- GOL valorizava-se 2,3%, tendo de pano de fundo relatório do Morgan Stanley elevando a recomendação dos ADRs da companhia aérea para 'overweight'. O preço-alvo subiu de 14,50 para 18 dólares. AZUL , que também teve o preço-alvo do ADR elevado e é considerada favorita no setor, caía 1,6%. Investidores também monitoram julgamento nesta sessão sobre realização de leilão dos slots da Avianca Brasil, que está em recuperação judicial.

- HAPVIDA , que não está no Ibovespa, avançava 4,2%, após anunciar acordo para a aquisição do rival Grupo América por 426 milhões de reais, em uma agressiva estratégia de aquisição para crescer e expandir geograficamente. [nL2N23H08Y]

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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