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Conselho do GPA aprova venda de suas ações da Via Varejo por preço mínimo de R$ 4,75 por papel

Reprodução/Google Street View
Imagem: Reprodução/Google Street View

12/06/2019 08h55Atualizada em 12/06/2019 11h50

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho do GPA (Grupo Pão de Açúcar) aprovou a venda de todas as ações detidas na companhia de móveis e eletrodomésticos em leilão na B3 marcado para o próximo dia 14 de junho pelo preço mínimo de R$ 4,75 por ação (num total de R$ 2,23 bilhões) --um desconto de 5% em relação à cotação de fechamento da terça-feira, de R$ 5.

A decisão ocorreu após carta do acionista Michael Klein na véspera, comunicando que, caso o GPA realize a venda de todas as ações que detém na Via Varejo em leilão na B3, o empresário apresentará, "individualmente (direta ou indiretamente) e em conjunto com outros investidores, uma ou mais ordens de compra para aquisição de todas as ações da Via Varejo detidas pela companhia pelo preço máximo de R$ 4,75 por ação".

O GPA, controlado pelo grupo francês Casino, detém 36,27% do capital social da Via Varejo e desde o final de 2016 tenta vender sua participação na companhia. A fatia da família Klein na dona das redes Ponto Frio e Casas Bahia corresponde a 25,43%.

Analistas do Itaú BBA destacaram que, para o GPA, a oferta permitirá que a empresa se concentre totalmente em seu negócio de varejo de alimentos que está razoavelmente indo bem. "Além disso, do ponto de vista do preço ("valuation"), ajuda o ativo a ser adequadamente precificado e comparado com seus principais pares no setor de varejo de alimentos."

Por volta das 10h30, as ações preferenciais do GPA subiam 2,4%, a R$ 88,97, maior alta do Ibovespa, que cedia 0,1%. No mesmo horário, as ações da Via Varejo caíam 2,6%, a R$ 4,87, entre os piores desempenhos do índice. No pior momento, na abertura, caíram 4%.

Os Klein recrutaram cerca de oito fundos de ações para participar do leilão, segundo uma fonte familiarizada com as negociações. A própria família está pronta para pagar entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões no negócio, disse a fonte, pedindo anonimato porque as negociações são confidenciais.

Na visão da equipe do Itaú BBA, dado o cenário extremamente desafiador que Via Varejo vem enfrentando do ponto de vista operacional, uma mudança no grupo de controle abrirá uma janela para um possível processo de recuperação. Eles ressaltaram, contudo, que há muitos riscos em termos de execução.

No começo do mês, acionistas da rede de móveis e eletrodomésticos aprovarem a exclusão de cláusulas do estatuto social da companhia que encareciam a venda de participação relevante na Via Varejo.

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