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Dólar cai frente ao real com exterior e atuações do BC; Previdência segue no radar

26/06/2019 14h04

Por Stefani Inouye

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar oscilava em leve queda frente ao real nesta quarta-feira, um dia após encerrar em seu maior patamar em uma semana, enquanto agentes do mercado se mantinham atentos aos movimentos externos e aos trabalhos na comissão especial da reforma da Previdência na Câmara.

Às 12:55, o dólar recuava 0,25%, a 3,8430 reais na venda.

O dólar futuro cedia 0,09%, para 3,8430 reais.

O alívio no dólar --depois de na véspera a moeda alcançar o maior patamar em uma semana-- se dava em meio à percepção de melhora nas condições de liquidez, após o Banco Central injetar pelo segundo dia consecutivo 1 bilhão de dólares no sistema, via leilão de linha de moeda com compromisso de recompra.

Sinal da maior oferta de dólar, a taxa do cupom cambial de vencimento mais curto recuava 6 pontos-base, para 3,16% ao ano. Na terça-feira, o cupom cambial --taxa vista como um indicador da liquidez do mercado-- disparou para quase 3,4%, maior nível desde o começo de maio.

O BC tem atuado via linhas de dólares nesta semana conforme aumenta a demanda do mercado por moeda estrangeira à medida que se aproxima o fim do mês, que marca também o término do trimestre e semestre. Nesses período, empresas costumam acelerar o envio de remessas de lucros e dividendos para suas matrizes, o que se reflete em maior procura por dólar físico.

A queda do dólar nesta sessão, contudo, é limitada pela volta de ruídos sobre o caminho da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que já na véspera explicaram parte da valorização da moeda. A dúvida é se a votação do parecer na comissão especial ocorrerá ainda nesta semana, como previsto até então.

"Existe uma apreensão quanto à agenda por conta da urgência da pauta para a economia doméstica, mas não temos nenhuma sinalização de que a reforma não vai passar e isso é positivo", disse Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets.

A queda do dólar nas últimas semanas foi ditada em parte pela melhora da percepção quanto à evolução da reforma da Previdência na Câmara, num contexto de defesa mais forte da proposta por parte de membros do Congresso, o que reduziu a apreensão quanto à aprovação da matéria a despeito de aparentes problemas de comunicação entre Executivo e Legislativo.

No plano externo, investidores seguiam atentos ao noticiário sobre esperado encontro entre os presidentes da China e EUA na cúpula do G20 no Japão, com esperanças de algum progresso nas negociações comerciais, paralisadas desde maio.

"O mercado está esperando para ver a evolução disso (das negociações), já que é difícil ter uma perspectiva clara do que vai acontecer", disse Camila.

Lá fora, o dólar rondava a estabilidade contra uma cesta de moedas, num dia de forma geral favorável a moedas de risco, como peso mexicano e dólar australiano.

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