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Agência de aviação dos EUA identifica novo potencial risco no Boeing 737 MAX

Divulgação
Imagem: Divulgação

David Shepardson

26/06/2019 18h57

WASHINGTON (Reuters) - A agência norte-americana de aviação FAA identificou um novo potencial risco que a Boeing precisa resolver no jato 737 Max antes que a aeronave possa voltar a serviço, afirmou o órgão à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira.

O risco foi descoberto durante um teste em simulador na semana passada disseram fontes com conhecimento do assunto à Reuters.

A falha encontrada significa que a Boeing não poderá conduzir um voo de certificação da aeronave até 8 de julho, disseram as fontes, e a FAA vai passar pelo menos duas a três semanas revendo os resultados antes de decidir se o avião pode voltar a voar.

No mês passado, representantes da FAA afirmaram a membros da indústria da aviação que a aprovação do 737 Max poderia ocorrer em junho.

A Boeing tem trabalhado em uma atualização para o sistema de prevenção de stoll conhecido como MCAS desde a queda de 737 Max operado pela Lion Air na Indonésia em outubro, quando pilotos perderam um cabo de guerra com o software do avião que repetidamente fez o nariz do jato apontar para baixo.

O 737 Max saiu de operação no mundo todo depois de uma segunda queda, ocorrida em março, na Etiópia. A tragédia também envolveu o sistema MCAS. As duas quedas mataram 346 pessoas.

"Na mais recente questão, o processo da FAA é projetado para descobrir e ressaltar potenciais riscos. A FAA recentemente encontrou um risco potencial que a Boeing precisa mitigar", afirmou a agência em comunicado à Reuters.

Questionada sobre o novo risco encontrado, a Boeing afirmou que está "trabalhando de perto com a FAA para um retorno seguro do MAX ao serviço".

Duas fontes com conhecimento do assunto afirmaram à Reuters que um piloto de teste da FAA executou durante testes simulados na semana passada cenários que procuravam intencionalmente ativar o sistema MCAS. Durante uma ativação, a aeronave levou um período estendido para recuperar o sistema estabilizador usado para controlar o avião, afirmaram as fontes.

Não ficou claro se a situação pode ser resolvida com uma atualização de software ou se trata-se de uma questão de microprocessador. A Boeing afirmou à FAA que acredita que o problema poderia ser resolvido com uma atualização do software.

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