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Wall Street recua com queda na Apple e menor aposta de corte de juros

08/07/2019 11h45

Por Medha Singh

(Reuters) - Os índices acionários dos Estados Unidos caíam nesta segunda-feira, pressionados por perdas da Apple à medida que investidores reduziam apostas de um corte agressivo de juros pelo Federal Reserve mais adiante neste mês.

Às 11:45 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,45%, a 26.800 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,488896%, a 2.976 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 0,8%, a 8.096 pontos.

Dados de emprego surpreendemente fortes para o mês de junho divulgados na sexta-feira têm forçado operadores a reavaliarem suas expectativas de um corte acentuado nos juros, ainda que uma redução continue sendo esperada na reunião do Fed em 30 e 31 de julho.

Apostas de um corte de 0,5 ponto percentual agora pairam em cerca de 7%, ante 20% há uma semana, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.

Expectativas de que o banco central dos EUA cortaria juros para combater qualquer abalo ao crescimento econômico de uma prolongada guerra comercial com a China vinham ajudando os principais índices de Wall Street a se recuperarem de uma queda em maio e a atingirem máximas recordes de fechamento na semana passada.

O mercado está carregando parte do sentimento de sexta-feira, disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da National Securities.

"É um dia de poucos catalisadores... Eu acho que os mercados devem aguardar até ouvirmos o depoimento do chairman Powell."

O chair do Fed, Jerome Powell, dará seu depoimento semestral ao Congresso dos EUA em 10 e 11 de julho, e oferecerá a investidores uma oportunidade de avaliar o pensamento para a política monetária no curto prazo. Também está no radar a divulgação da ata da reunião de junho do banco central na quarta-feira.

As ações de tecnologia tinha a maior queda entre os 11 principais setores do S&P, pressionadas pelo recuo de 2,2% da Apple Inc. A Rosenblatt Securities rebaixou a fabricante do iPhone para "venda" de "neutro", e disse acreditar que a empresa enfrentará "deterioração fundamental" nos próximos seis a 12 meses.

(Por Medha Singh e Uday Sampath)