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Citigroup tem lucro acima do esperado com crédito ao consumidor

15/07/2019 11h26

Por Imani Moise e Sweta Singh

(Reuters) - O Citigroup superou nesta segunda-feira estimativas de analistas para o lucro trimestral, com cortes de custos e força no crédito ao consumidor ajudando o terceiro maior banco dos Estados Unidos a contrabalançar a fraqueza na divisão de negociação de ações e títulos de renda fixa.

O Citi é o primeiro dos maiores bancos norte-americanos, a divulgar o balanço do segundo trimestre. Os titãs de Wall Street JPMorgan Chase, Bank of America e Goldman Sachs Group divulgam seus números mais para o final da semana.

A margem financeira do Citi recuou para 2,67% ante 2,70% um ano antes e 2,72% no primeiro trimestre de 2019.

O Citi continuou a elevar empréstimos e depósitos no trimestre mais recente, aliviando as preocupações de que uma perspectiva econômica mais fraca prejudicasse a capacidade dos consumidores de tomar crédito.

A carteira de empréstimos do Citi subiu 3%, para 689 bilhões de dólares, enquanto os depósitos aumentaram 5%, para 1,05 trilhão de dólares, excluindo as flutuações cambiais.

A receita com 'trading' continuou com desafios. A negociação de renda fixa caiu 4%, excluindo um ganho do investimento do Citi na Tradeweb, e declinou 9% em seus negócios de ações.

"Navegamos em um ambiente incerto com sucesso, executando nossa estratégia e mostrando despesas disciplinadas, crédito e gerenciamento de risco", afirmou o presidente-executivo da instituição, Michael Corbat, em comunicado.

O banco conseguiu ganhar mais dinheiro com atividades de empréstimo durante o trimestre. A margem financeira aumentou 2%.

O luco líquido subiu para 4,80 bilhões de dólares, ou 1,95 dólar por ação, no segundo trimestre, ante 4,50 bilhões, ou 1,63 dólar por papel, um ano antes. O trimestre incluiu um ganho extraordinário de 0,12 dólar por ação relacionado ao investimento na companhia de negociação eletrônica TradeWeb.

A receita aumentou em 2%, para 18,76 bilhões de dólares, enquanto as despesas recuaram 2%.

Analistas esperavam lucro de 1,80 dólar por ação e receita de 18,50 bilhões de dólares, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

(Reportagem de Imani Moise em Nova York e Sweta Singh em Bangalore)

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