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Gol reduz prejuízo no 2º tri; revisa projeção

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Imagem: Divulgação

01/08/2019 09h46

A Gol teve prejuízo líquido de R$ 194,6 milhões no segundo trimestre, uma forte queda (-89,76%) em relação ao resultado negativo do mesmo período de 2018 (R$ 1,9 bilhão), ajudada pelo forte crescimento de receita, conforme dados divulgados pela companhia aérea nesta quinta-feira.

De abril a junho, a receita operacional líquida totalizou R$ 3,1 bilhões, alta de 33,4% na comparação ano a ano e também o maior valor já registrado pela empresa em um segundo trimestre. A Gol tem se beneficiado da suspensão de voos da rival Avianca Brasil, em processo de recuperação judicial.

A receita operacional líquida por assento quilômetro ofertado (RASK, na sigla em inglês) foi de R$ 0,2763, um aumento de 25,3% em comparação com os mesmos meses de 2018.

"Atualmente, as tendências de receita e reservas de passageiros permanecem fortes, e a companhia espera que o RASK do terceiro trimestre de 2019 aumente de 11% a 13%, em comparação com o terceiro trimestre de 2018", afirmou a Gol em comunicado sobre o desempenho do segundo trimestre.

O custo unitário baseado no custo por assento quilômetro ofertado (CASK), excluindo despesas não recorrentes, aumentou em 13,6%, para R$ 0,2412, principalmente devido ao aumento dos custos com combustível, segundo a Gol, consequência do acréscimo de 9,8% no preço de querosene de aviação.

O lucro operacional medido pelo Ebit foi de R$ 399,4 milhões, acima dos R$ 87,1 milhões do mesmo período do ano passado, com a margem subindo para 12,7%, maior patamar desde 2006, mesmo diante do aumento de 8,8% na taxa de câmbio média e do acréscimo no preço de querosene de aviação.

No final de junho, a Gol registrava uma relação dívida líquida/Ebitda de 3,1 vezes, contra 3,3 vezes no final de março.

A companhia disse que, "apesar do groundeamento temporário do Boeing 737 MAX, a malha aérea da GOL está apresentando um bom desempenho e nossas perspectivas financeiras para o segundo semestre de 2019 permanecem sólidas. A utilização de aeronaves atingiu 11,7 horas bloco no trimestre".

"Temos flexibilidade em nosso plano de frota, incluindo a possibilidade de arrendar mais aeronaves Boeing 737 NG", disse o diretor presidente da Gol, Paulo Kakinoff, no comunicado sobre o balanço. "Com base na mais recente previsão da Boeing, estimamos a aprovação para o retorno do MAX pelos órgãos reguladores competentes no quarto trimestre de 2019."

Projeções

A Gol também revisou projeções para o ano, incluindo para o lucro por ação, que agora espera que fique entre R$ 1,40 e R$ 1,70, de R$ 1,20 a $ 1,60 anteriormente. Para 2020, estima entre R$ 2 e R$ 2,50, ante R$ 1,80 e R$ 2,30 estimados previamente.

Em relação à frota média total, calcula que ficará entre 125 e 127 neste ano, contra previsão anterior de 124 a 127; e entre 131 e 136 em 2020, contra estimativa anterior de 128 a 131.

Ainda, a companhia anunciou programa de recompra de até 3 milhões de ações preferenciais, a ser concluído nos próximos 12 meses.

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