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Marubeni diz que negócio agrícola nos EUA foi afetado por guerra comercial com China

02/08/2019 14h11

Por Yuka Obayashi

TÓQUIO (Reuters) - A guerra comercial entre Estados Unidos e China pressionou os lucros da Marubeni no setor agrícola norte-americano, mas a empresa japonesa não planeja alterar sua estratégia nos EUA, disse nesta sexta-feira um importante executivo da companhia.

As operações agrícolas da Marubeni nos EUA, que incluem a Gavilon, também foram afetadas pelo mau tempo no país, afirmou em uma coletiva de imprensa o diretor financeiro da companhia, Nobuhiro Yabe.

A decisão recente de sua unidade Columbia Grain Trading (CGTI) de interromper todas as novas vendas de soja à China representa pouco impacto para os lucros totais da Marubeni, já que as receitas da CGTI já haviam sido prejudicadas pelo comércio mais lento devido à disputa entre EUA e China, disse Yabe.

A Marubeni atualmente não tem planos de fechar ou vender a CGTI, mas a unidade poderia eventualmente ser liquidada, acrescentou ele.

No segundo trimestre, o lucro líquido da Marubeni recuou 25%, para 65,17 bilhões de ienes (609,7 milhões de dólares), mas a empresa manteve sua projeção para o lucro do ano completo em 240 bilhões de ienes, em linha com a média de estimativas compiladas pelo Refinitiv, de 244,7 bilhões de ienes.

Ganhos maiores no setor de metais, impulsionados por maiores preços do minério de ferro, foram compensados por lucros menores nos negócios agrícolas e químicos, assim como por perdas por impairment de cerca de 9 bilhões de ienes em um projeto de óleo e gás em desenvolvimento nos EUA.

"A guerra comercial reduziu o fluxo de grãos dos EUA para a China, o que diminuiu a taxa de utilização da capacidade de nossos terminais de exportação", disse Yabe.

"Como impacto indireto da disputa comercial, os preços das commodities, incluindo recursos naturais, foram prejudicados, com exceção do minério de ferro e do carvão, por conta da menor demanda chinesa ou por ajustes de posições de investidores com base nas expectativas de que a demanda global vá se enfraquecer", afirmou o executivo.

(Reportagem de Yuka Obayashi)

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