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Preços ao consumidor dos EUA sobem em julho

13/08/2019 09h48

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram em julho, mas o aumento da inflação provavelmente não mudará as expectativas de que o Federal Reserve cortará a taxa de juros novamente no próximo mês em meio à piora das tensões comerciais.

O Departamento do Trabalho informou nesta terça-feira que o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, impulsionado pelos aumentos no custo dos produtos energéticos e uma série de outros bens. O índice de preços subiu 0,1% por dois meses consecutivos. Nos 12 meses até julho, o índice aumentou 1,8%, após avançar 1,6% em junho.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice de preços ao consumidor aceleraria a 0,3% em julho e aumentaria 1,7% na comparação anual.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços avançou 0,3%, depois de subir pela mesma margem em junho. O chamado núcleo da inflação foi impulsionado pelo aumento dos preços de vestuário, passagens aéreas, saúde e móveis.

Nos 12 meses até julho, o núcleo do índice de preços subiu 2,2% depois de avançar 2,1% em junho.

O Fed, que tem uma meta de inflação de 2%, acompanha o índice de preços PCE para definição de política monetária. O núcleo do PCE subiu 1,6% na comparação anual em junho e tem ficado abaixo da meta este ano.

Os mercados financeiros precificam um corte de juros pelo banco central dos EUA na reunião de 17 e 18 de setembro, após uma recente intensificação na conturbada guerra comercial entre os EUA e a China, que levou à inversão da curva de rendimentos dos Treasuries e a um aumento do risco de recessão.

Preocupações acerca do impacto das tensões comerciais na expansão econômica dos Estados Unidos, a mais longa da história, levaram o Fed a cortar sua taxa de juros no mês passado pela primeira vez desde 2008.

A inflação mantém-se moderada apesar das tarifas da Casa Branca sobre as importações chinesas, uma vez que elas foram aplicadas em grande parte sobre bens de capital. Isso pode mudar depois que o presidente Donald Trump anunciou no mês passado uma tarifa adicional de 10% sobre 300 bilhões de dólares em importações chinesas a partir de 1º de setembro.

(Por Lucia Mutikani)

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